Mercado de Alimentos: Elevando Seu Empreendimento a Outro Nível

Você quer iniciar um empreendimento alimentício mas não conhece muito bem as legislações? Procura vender um produto mas ele estraga rápido nas prateleiras? Quer iniciar uma produção grande mas não conhece os melhores processos? 


Nos últimos textos abordamos desde como iniciar um negócio alimentício, passando pelas dificuldades que podem surgir nele, até as maiores tendências para o mercado de alimentos em 2018. Agora, vamos falar sobre algumas soluções que podem facilitar o dia-a-dia num empreendimento e dar aquela ajudinha no seu marketing de vendas.


Para falar sobre essas soluções, porém, é importante que se conheça uma pequena parte das legislações alimentícias e ambientais. Por isso, no próximo tópico vamos abordar brevemente algumas das principais normas e resoluções que são relacionadas com as nossas dicas. Assim, pode-se saber bem onde essas soluções podem ajudar no seu empreendimento e porque.


ANVISA


A ANVISA, Agência Nacional de Regulação Sanitária, é o principal órgão de regulação de alimentos. Ela atua nas regularizações, nas regulamentações, nos registros de empresas e na fiscalização e monitoramento de produções e vendas.


Suas normas são o que determinam se um produto pode ou não ser comercializado, como ele deve ser embalado e como pode ser produzido. Alguns exemplos dessas normas:


  • A maioria dos alimentos, por exemplo, como você já viu, precisa conter em sua embalagem seus valores nutricionais, prazo de validade e data de fabricação. Isso é chamado de Rotulagem Nutricional, e é muito importante que você sempre confira se o que você vai comer possui esse rótulo.


  • Para grandes produções, como restaurantes e fábricas de alimentos, a ANVISA exige o chamado Manual de Boas Práticas de Fabricação. Agora há também o chamado Guia de Boas Práticas Nutricionais para restaurantes.


Seguindo essas normas, vamos agora apresentar as soluções que deixam seu negócio de acordo com a ANVISA e otimizam sua produção.


ROTULAGEM NUTRICIONAL


Como dito no último tópico, a rotulagem nutricional é exigida pela ANVISA como obrigatória para todos os alimentos embalados, com exceção de: bebidas alcoólicas, especiarias (como, por exemplo, orégano), águas minerais naturais e as demais águas embaladas para consumo humano, vinagres, sal, café, erva mate, chá e outras ervas sem adição de outros ingredientes (como leite ou açúcar).


Alimentos preparados e embalados em restaurantes e estabelecimentos comerciais, prontos para o consumo e os produtos fracionados nos pontos de venda (como supermercados, mercearias) comercializados como pré-medidos, como queijos, salame, presunto. Frutas, vegetais e carnes in natura, refrigerados e congelados, também não requerem rótulo.


Segundo essa cartilha da ANVISA, existem, no próprio rótulo, coisas que são proibidas, como palavras ou ilustrações falsas ou que possam induzir o consumidor ao erro, demonstrar propriedades do alimento que são falsas (como dizer que uma barrinha de cereal previne doenças cardíacas), indicar que o alimento possui propriedades medicinais não comprovadas.


Além de informar aos consumidores sobre as qualidades do seu alimento e manter o seu produto dentro das normas, o rótulo nutricional tem como vantagem atrair o consumidor a comprar seu alimento: segundo a ANVISA, mais de 70% dos consumidores checam as tabelas nutricionais antes de obter um produto.


Se você quer saber mais profundamente sobre o uso das tabelas nutricionais, o que elas devem conter e como obter uma para seus produtos, acesse nosso texto aqui e ele lhe dará todas as informações necessárias.



Para conhecer melhor como funciona a logística de regulamentação dos produtos, devemos entender outras etapas anteriores que participam do processo até a chegada dos alimentos nas prateleiras.


FORMULAÇÃO DE PRODUTOS


A inovação é um diferencial em qualquer ramo do comércio. Porém, quando se trata de alimentos, todo cuidado é pouco para começar a comercialização de um novo produto. Primeiramente, deve-se pensar como atingir seu público. Saber quais os gostos do seu cliente e o que mais chamaria sua atenção é essencial para que conseguia sucesso na hora de inovar.


Com a ideia em mente, inicia-se de fato a formulação do produto. Não pense que tudo dará certo na primeira vez. Os testes são constantes até conseguir chegar no resultado esperado e esse é o momento de fazer os ajustes necessários. Não se esqueça de documentar o que foi feito em cada teste.


Com o protótipo final, chegou a hora de produzir. É importante que não se aplique diretamente em escala industrial antes de testar em escalas menores. Muitas vezes deve-se pensar ainda sobre o melhor processo a ser utilizado para depois ampliar a produção.


É esse o momento em que a fabricação deve ser analisada.



MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO


Além da rotulagem, uma boa dica para seu estabelecimento e seu marketing é a obtenção de um Manual de Boas Práticas de Fabricação.


A padronização da cadeia de produção do alimento é a melhor forma para garantir que o produto final esteja sempre nas condições desejada. Para oferecer essa padronização, o BPF age de forma a listar uma série de requisitos de fabricação, desde a produção até a estocagem.


O manual irá conter todas as medidas necessárias para garantir que o alimento esteja dentro das normas da ANVISA, trazendo segurança à saúde do consumidor uma vez que são evitadas contaminações e erros no processo. O resultado é a confiança e o controle do que está sendo comercializado e oferecido ao cliente.


Para conhecer melhor como funciona essa ferramenta, leia aqui nosso texto que abordou o BPF como tema principal.



SHELF LIFE


Uma das mais inovadoras soluções que vamos apresentar aqui é o Shelf Life, que é basicamente dizer em até quanto tempo seu produto consegue manter as características originais dele (o que é nada mais que o prazo de validade).


A ideia se divide em duas: ou você utiliza esse método para determinar até quando seu produto dura (seu prazo de validade), ou utiliza-o para aumentar o prazo de validade dele.


E como isso funciona?


Dentre os vários métodos possíveis, vamos abordar dois principais. Se o empreendedor deseja definir o prazo de validade do seu produto, então usa-se um acompanhamento de análises microbiológicas: você analisa o crescimento de microorganismos no seu alimento durante o tempo, dentro de um laboratório.


Assim, usa-se as legislações que determinam a quantidade de microorganismos que é permitida por quantidade de produto, sendo que quando essa quantidade atinge seu valor máximo, o produto é dado como vencido. Logo, determina-se o tempo que o produto demorou a “estragar”.


Para aumentar a validade do seu produto, o método consiste em usar uma amostra do produto com e uma sem algum método de conservação. Eles vão desde conservantes químicos até a mudança da embalagem do alimento, para uma a vácuo, por exemplo. Assim, usa-se as mesmas análises microbiológicas para comparar as duas amostras, e comprovar se foi possível aumentar seu prazo de validade.


Existem também outros métodos laboratoriais que podem ser usados para esses mesmos objetivos.


As vantagens do uso do Shelf Life são inúmeras. Ao aumentar a validade do seu produto, você consegue produzir melhor, com menos recursos, e também perde menos mercadorias, que demoram mais a estragar nas prateleiras.


LEGISLAÇÕES AMBIENTAIS E O PGRS


Agora que já falamos das nossas soluções alimentícias, vamos falar um pouco das ambientais. Em nossos textos anteriores já falamos bastante em como a mentalidade do consumidor está mudando, como a sustentabilidade é importante hoje em dia, e como o uso da preocupação com o meio ambiente pode alavancar suas vendas.


Então, hoje vamos apresentar uma maneira de fazer isso: a documentação de um PGRS. O PGRS é um documento que mapeia seu estabelecimento, sua produção de resíduos, onde você os acondiciona e como deve destiná-los.


O CONAMA exige um PGRS para médios e grandes estabelecimentos, mas ele é sempre bem visto pelos seus consumidores. Ter um PGRS significa que você não apenas se preocupa com o meio ambiente, mas que seu estabelecimento é um local adequado e limpo.


Clicando aqui você pode entender mais profundamente sobre o PGRS, como ele impacta no seu marketing e vendas e como obter um para seu negócio.


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