EFLUENTES: COMO REALIZAR SEU TRATAMENTO

Você sabe o que são efluentes? Conhece seus tratamentos? Saiba mais sobre a importância da análise e como ela auxilia na manutenção segura do meio ambiente.

 

O QUE SÃO EFLUENTES?

Efluentes são resíduos, líquidos ou gasosos, resultantes das atividades humanas e industriais, que são lançados na natureza. Cada efluente possui característica própria inerente à sua procedência, por isso são divididos em dois tipos: efluentes domésticos e efluentes industriais.

Se forem despejados diretamente nos corpos d’água sem antes passar por tratamento, os efluentes de qualquer fonte de poluição podem causar sérios danos ao meio ambiente e à saúde humana, pois podem conter metais pesados, óleo e outras substâncias tóxicas, afetando gravemente a vida marinha como a de outras populações.

 

QUAIS SÃO SEUS TIPOS?

Efluentes Domésticos:

São efluentes gerados pelas atividades e necessidades humanas em uma residência e que correm através da rede de esgoto. Assim, grande parte dessa água escoa pelos ralos e retorna à natureza em forma de efluentes domésticos ou são levados para estações de tratamento.

De um modo geral, mesmo que seu potencial poluidor seja menor quando comparado a efluentes industriais, se for lançado na natureza sem o devido tratamento, os efluentes domésticos causam sérios danos ao meio ambiente, destruindo gravemente o ecossistema.

 

Efluentes Industriais:

Esse tipo de rejeito é produzido durante o processo industrial em uma série de  empresas, quando restam resíduos líquidos que não podem mais ser aproveitados. Por existirem várias empresas que descartam esses efluentes, eles possuem tipos muito variados. Suas características químicas, físicas e biológicas variam de acordo com o ramo de atividade da indústria, operação e matérias-primas utilizadas.

Além da preocupação legal, cada vez mais as indústrias vêm investindo de forma proativa em soluções para os resíduos gerados. Esse “movimento verde” mostra que a adoção de políticas sustentáveis tem se intensificado no processo produtivo. 

Além de tudo isso, a melhora na eficiência das estações de tratamento é sinônimo também de economia para as empresas. Afinal, visa o potencial para redução de descarte de materiais e maior aproveitamento de matéria-prima. 

 

QUAIS SÃO SEUS TIPOS?

No Brasil, o CONAMA dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do lançamento de efluentes em corpos d’água receptores. Essas condições são dadas através de resoluções e normas legislativas, como por exemplo a Resolução n° 430, de 13 de maio de 2011 que complementa a Resolução nº 357.

Vale lembrar também das legislações federais que regulamentam as proibições na relação entre empresas e o meio ambiente, como a  Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.

 

Além disso, há diversas Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) pelo Brasil. Essas estações são responsáveis pelo processo de limpeza dos efluentes para que estes retornem ao meio ambiente de uma forma menos agressiva e nociva à natureza:

      1. Pré-Tratamento

Esta etapa sujeita os efluentes a uma intensa separação de sólidos. Em geral, são utilizados dois procedimentos para isso: o gradeamento e a desarenação.

Desse modo, o gradeamento é realizado com a ajuda de grades metálicas que funcionam como uma barreira para os sólidos, retirando os sólidos de maiores dimensões. Já a desarenação tem a função de remover os flocos de areia através da sedimentação. Ou seja, os grãos de areia vão para o fundo do tanque por serem mais pesados, enquanto as matérias orgânicas vão para a superfície, por serem mais leves. 

      1. Tratamento Primário

O tratamento primário é realizado por processos físico-químicos que têm o intuito de remover os sólidos em suspensão, os materiais flutuantes e a matéria orgânica do efluente em tratamento.

Portanto, inicialmente são inseridos produtos químicos na água para neutralização dos íons. E, em seguida, ocorre a floculação do efluente. Após essa floculação, a água passa pela decantação primária, que por sua vez separa o sólido (lodo) e o líquido (efluente bruto).

      1. Tratamento Secundário

Esse processo tem o intuito de retirar a matéria orgânica que não foi removida no tratamento primário, ficando em conformidade com a legislação ambiental. Por fim, há uma decantação secundária que clarifica a água e separa o lodo restante do processo.

Tratamento do lodo

O tratamento do lodo visa reduzir o volume e o teor de matéria orgânica presente no efluente. O produto final obtido no tratamento é repleto de matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e vários outros nutrientes, possibilitando seu uso na agricultura ou em reflorestamento, por exemplo.

      1. Tratamento Terciário

Após o fim do tratamento secundário, a água já é permitida a retornar aos recursos hídricos. No entanto, podemos passar o efluente por um último tratamento para utilizá-lo com fins não potáveis. Esse tratamento terciário consiste em aplicar métodos técnicos para remover poluentes específicos que não foram retirados pelos processos mais comuns. Essas substâncias podem ser compostos não biodegradáveis, nutrientes e metais pesados que exigem maior grau de tratamento, como o fósforo e o nitrogênio.

Além disso, as empresas que não respeitam essas leis podem perder financiamentos. Afinal, tem-se exigido licenciamento ambiental para projetos financiados, além de princípios de responsabilidade socioambiental na execução de obras.

 

COMO REUTILIZAR OS EFLUENTES?

De acordo com a  Base Legal do INEA, o Reuso de Água é definido como a prática de racionalização e conservação de recursos hídricos. Sendo assim, é preciso que haja o tratamento da água residual para ser utilizada na lavagem de quintal, irrigação das plantas e reaproveitamento industrial.

Dessa forma, a água de efluentes para ser reutilizada passa por alguns processos de tratamentos para, no final, apresentar diversos benefícios relevantes para a sociedade. São eles:

      • Prevenção contra crises hídricas

A falta de sustentabilidade e economia da água são fatores determinantes para o aumento das crises hídricas nos últimos anos. Segundo Maria Assunção Silva Dias, pesquisadora de Ciências Atmosféricas da USP, “Desde 1930, tivemos vários anos de precipitação bem abaixo da média, alguns deles seguidos”.  Essa afirmação ressalta a importância e a necessidade de termos uma prevenção com relação às crises hídricas, para que isso não se perpetue e não prejudique futuras gerações.

      • Redução de custos em indústrias, condomínios e agronegócios

A utilização da água residuária oriunda de efluentes nesses ambientes pode acarretar uma crescente redução de custos, visto que são locais nos quais a utilização da água em grandes volumes é crescente. 

Segundo os dados da Organização das Nações Unidas, 70% da água disponível do mundo é utilizada em irrigação. Além disso, para se produzir uma camisa de fibra natural ou algodão gasta-se em média 2.500L de água, sendo que no mês esse gasto é cada vez mais expressivo.

      • Trabalho em conjunto com o Marketing Verde

A defesa e a compra de produtos em empresas que trabalham com o Marketing Verde vêm sendo muito reconhecida pelos consumidores, fazendo com que priorizem comerciantes e estabelecimentos que trabalhem em conjunto com a sustentabilidade. Dessa forma, o reuso de efluentes serve como um dos principais pilares para que esse diferencial se implemente e passe a atrair consumidores mais conscientes.

Segundo Roberto Civita, em entrevista para a Revista Exame, cerca de um terço das companhias analisadas vinculam a remuneração variável de seus executivos à metas ambientais e sociais. Esse número representa um aumento cada vez maior da valorização com a preocupação ambiental, e ela vai muito além de uma ideia. Assim, é preciso que sejam aplicados esses conceitos, desde a compreensão do que é a Análise de Efluentes à aplicação da mesma em indústrias, condomínios e afins.

 

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As amostras devem ser testadas em relação aos fatores que foram considerados mais importantes para o produto em questão, como por exemplo, acidez, perda de sabor, nível de deterioração por microrganismos, etc. Se os testes mostrarem que o prazo preliminar está incorreto, deve-se fazer um ajuste.

Também é de extrema importância que o estudo de vida-de-prateleira seja repetido depois que quaisquer mudanças forem feitas na produção, no ambiente de processamento ou na formulação do produto.

O monitoramento do produto deve ser feito continuamente para assegurar sua segurança e qualidade ao longo de toda a vida-de-prateleira.​

Por fim, realizar um estudo e determinação de vida-de-prateleira de um produto vai muito além de apenas se especificar um prazo de validade a ser informado na embalagem.

Realizar o estudo de vida-de-prateleira significa obter o total conhecimento das propriedades do alimento (incluindo quais são seus componentes, seus nutrientes, sua acidez, sua qualidade microbiológica, entre outros), obter o completo conhecimento das reações que nele ocorrem ao longo do tempo e também o entendimento de como o meio em que este alimento está estocado pode afetar sua qualidade.

E assim, com todo esse estudo, você pode saber também o que fazer para aumentar a durabilidade do seu produto.

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