O Mercado da Cerveja

O MERCADO DA CERVEJA

No país do futebol, do carnaval e onde tudo termina em festa, não é preciso dizer que o consumo de bebidas alcóolicas é significativo. E neste setor, quem se destaca é a Cerveja, com seu mercado tendo participação de 1,6% no PIB nacional em 2014.

 

Confira mais sobre a realidade do mercado cervejeiro no Brasil e no mundo:

-Cenário do Mercado atual

Mais do que uma bebida

-Investimentos

-A Relação: Mulher e Cerveja

-Cerveja Artesanal: “Beba menos, beba melhor.”

-Falsa Explosão

-Produção Cigana

 

Cenário do Mercado Atual

O mercado cervejeiro no Brasil teve um forte crescimento nos últimos anos. Segundo dados da Euromonitor International, o volume de vendas desta bebida no país subiu 17,6% entre 2009 e 2014.

Este mercado ocupa a 3ª posição no ranking mundial de produção de cerveja. Tendo produzido 14,1 bilhões de litros de cerveja em 2014, atrás apenas da China (com 44,9 bilhões de litros) e dos Estados Unidos (com aproximadamente 22,5 bilhões de litros), segundo dados da Kirin Beer University.​

Já no ranking mundial de consumo per capita, o Brasil situava-se na 27ª posição em 2014, com um consumo de 66,9 litros por pessoa.

Apesar da boa posição nos rankings, este mercado deve começar a perder força. A previsão é que de 2014 a 2019 esse ritmo de expansão passe para 7,9%. Um dos motivos para esta queda se dá pela relação clara com a disponibilidade de renda do consumidor.

O cenário atual do país, com inflação elevada, alta no desemprego e nos juros, acarreta na diminuição da parcela de dinheiro que a população costuma designar ao consumo da cerveja. Além da alta no preço do produto, como também consequência da situação financeira do Brasil.

 

Mais do que uma bebida

O mercado cervejeiro é gigante. Sua produção teve início no final do século XIX. De lá pra cá este setor, que engloba diferentes setores da economia brasileira, vem contribuindo para a prosperidade do país.​

Sua cadeia produtiva movimenta R$ 74 bilhões e responde por 14% da indústria de transformação, de acordo com os dados de uma pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas para a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil). Associação essa que junta as 4 maiores fabricantes de cerveja do país, Ambev, Heineken, Brasil Kirin e Grupo Petrópolis, e que corresponde a 96% do mercado.

Para tal importância, os fabricantes investem vigorosamente em inovações e na ampliação da sua esfera produtiva. O que reflete na geração de mais empregos e renda.

O comércio cervejeiro envolve além dos grandes fabricantes de cerveja, diversas áreas como a pesquisa, o agronegócio, o mercado de embalagens, logística, maquinário, construção civil, entre outros. Todos influenciam e participam dos resultados relacionados ao mercado da cerveja, o seu crescimento é benefício para muitos.

Com mais de 2,2 milhões de pessoas empregadas ao longo de toda a cadeia produtiva, o mercado cervejeiro é um dos maiores empregadores do Brasil.

 

Investimentos

Os pontos de venda da bebida são partes cruciais desse mercado e merecem atenção especial. Aliás, não é só a cerveja que deve ter um aspecto estimulante.​

Para tal, a Ambev, maior produtora da bebida no país, por exemplo, criou uma rede de franquias chamada “Nosso Bar”. Por ela o proprietário do estabelecimento tem direito a diversas ferramentas de gestão, acompanhamento de operações, suporte de consultoria, planejamento de campanhas e promoções, e treinamentos de equipe.​

Além disso, o estabelecimento recebe uma reforma no visual, com direito à freezer, decoração, mesas, luminárias, entre outros. Por meio de um contrato de exclusividade de quatro anos, a franquia é uma possibilidade de melhorar o serviço e expandir seu negócio de forma mais atrativa e rentável.

 

A Relação: Mulher e Cerveja

A preferência pela bebida entre as mulheres vem crescendo significativamente. Em um estudo feito pela Latin Panel em 2009, 41% das mulheres apontam a cerveja como primeira opção entre bebidas alcoólicas e não-alcoólicas.​

Dentre essas consumidoras, 53% estão entre 30 e 49 anos de idade e preferem consumir em garrafas de vidro. Já sobre as cervejas especiais, a pesquisa aponta que as mulheres gastam também 6% a mais do que os homens.​

Ainda assim, o volume de consumo por elas não chega perto do masculino, podendo ainda ser muito explorado.​

O crescimento do consumo de cerveja pelo público feminino caminha junto com a mudança na abordagem das campanha publicitárias das empresas do ramo.​

Percebe-se que a forma como a mulher vem sendo retratada nessas propagandas está fora de contexto.​

Algumas empresas, como a tradicional Bohemia, já vem mudando o estilo dos seus comerciais, representando a mulher não como a recompensa por comprar a cerveja, mas sim ao lado do homem como a consumidora que é.

 

Cerveja Artesanal: “Beba menos, beba melhor.”

Por tanto tempo em um mercado massificado, o consumidor, ou melhor dizendo, o apreciador de cerveja vem se interessando cada vez mais nas cervejas especiais.​

A sede de experimentar coisa nova é um incentivo para novos rótulos. Ainda mais em um país como o Brasil, com vasta extensão e diversas culturas, onde em cada canto pode-se explorar o que se encaixa melhor no gosto do consumidor local.​

Além do que, as especiais ainda não chegam a 1% do mercado de cerveja brasileiro, que em países como o Estados Unidos ocupam 17%, podendo então crescer consideravelmente.​

Entender os hábitos da região, conversar com negociantes locais, realmente fazer uma pesquisa de mercado, é uma interessante maneira de apostar em inovações com maior probabilidade de acerto.​

Amazon Beer, empresa cervejeira de Belém do Pará, é pioneira no quesito inovação. Procurando se encaixar nos costumes locais e ainda aproveitar as oportunidades oferecidas pela rica Amazônia, a marca oferece cervejas de açaí e cupuaçu, por exemplo. Tendo a Stout com aroma e sabor de café, toffee, chocolate, malte torrado e açaí, sido eleita a Melhor Cerveja do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas.

 

Falsa Explosão

Por um lado, há um grande incentivo na criação de novos rótulos e investimentos referentes às cervejas especiais. Entretanto, há também a chamada “falsa explosão” desse estilo de cerveja no país.​

Nos últimos anos vêm surgindo a cada dia diversos novos produtores de artesanais, o que é algo bom. Todavia estes enfrentam uma grande dificuldade de se manter no mercado, tendo que resistir ao tempo e à economia, além da concorrência com a enorme oferta.​

Muitas vezes o desejo em investir na criação da sua própria cerveja faz com que haja um mau planejamento dos custos. Sendo assim, diversos produtores não possuem economias para serem investidas no marketing do seu produto, o que dificulta muito a sobrevivência desses novos rótulos.​

Portanto, antes de qualquer investimento o produtor deve pesquisar e se informar sobre como entrar nesse mercado e principalmente como se manter nele.

 

Produção Cigana

Essa “falsa explosão” também se dá pela enorme quantidade de produtores ciganos existentes neste cenário, que tentam um destaque nesse mercado disputado.​

Para tornar realidade o sonho de produzir sua própria cerveja, e começar a comercializar suas receitas caseiras, os pequenos produtores acharam uma saída para a falta de capital inicial para ter sua própria fábrica.​

Então, essas produções ciganas são a forma na qual, quem não tem uma fábrica, aluga a estrutura de quem tem para produzir comercialmente os serviços que já fazia em casa.​

O termo “cigano” vem exatamente por se tratar de uma produção “emprestada”, ou seja, sem lugar fixo. E não se engane, não é tão simples conseguir um local terceirizado para a produção, ainda mais para quem está começando no ramo.​

O fato é, o Brasil é um mercado admirável para a cerveja. Apesar dos altos e baixos da economia, enfrentada pelo mundo inteiro, o país continua sendo uma ótima opção para este mercado a longo prazo.​

Para saber mais sobre a Cerveja, sua história e produção, fique ligado nos outros textos dessa série. Torne-se um Mestre Cervejeiro!

 

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Cerveja: A Maior Invenção do Homem

CERVEJA: A MAIOR INVENÇÃO DO HOMEM

Não, esse título não é uma mentira. A nossa querida cervejinha impulsionou o mundo e revolucionou a nossa história. Ela foi protagonista dos maiores marcos da nossa civilização, proporcionou diversos avanços científicos, tirou o homem do nomadismo e nada mais nada menos que salvou a raça humana. Pode até parecer exagerado a princípio, mas vamos aqui a alguns exemplos:​

      • Revolução agrícola

      • Conquista dos EUA

      • Avanços tecnológicos: Refrigeração, Pasteurização, Garrafas de vidro

      • Oktoberfest: História, Difusão, Períodos Sombrios, Tradições, Caneca, Espaço, Grupo das 6
      • Oktoberfest Blumenau: Chopp em metro

 

Como assim fraude e adulteração?

A revolução agrícola é um marco na história do homem, e, por incrível que pareça não era para fazer pão. Apesar de ter sido por muito tempo atribuído ao cultivo de pão, podemos dizer que a ela foi, na verdade, uma grande revolução cervejeira.​

Ela permitiu que o ser humano desse os seus primeiros passos para fora da caverna. Como isso? Diversas técnicas surgiram para aumentar a eficiência do cultivo da cevada e do transporte da mesma, impulsionando assim, o que hoje chamamos de revolução agrícola.

 

Conquista dos EUA

Nas longas viagens para o novo mundo, a cerveja assumia um papel fundamental, mantendo os primeiros colonizadores hidratados e seus sonhos vivos.​

Nessas grandes jornadas, as embarcações deveriam contar com grandes provisões de alimento, além, claro, de muita água. Infelizmente, grande parte desses alimentos estragavam em pouco tempo, e não poderia ser diferente com a água.​

Para minimizar em parte o problema, os tripulantes levavam uma série de alimentos em conserva e uma exorbitante quantidade de cerveja. O motivo para levar tanta cerveja, simples, ela tem conservantes naturais, dessa forma não estragavam com o passar do tempo, mantendo-se ideal para o consumo.​

Além disso, o medo foi um fator importante para estimular a produção de cerveja. Isso mesmo, o medo de beber a mesma água dos então habitantes do novo mundo, fez com que os desbravadores buscassem cada vez mais refúgio nas profundezas da cerveja.

 

Refrigeração

Se tem uma palavra que não pode acompanhar cerveja, essa palavra é quente. Por um bom tempo, mais precisamente até o final do século 19, a cerveja não era muito comercializada em períodos de verão, já que não conseguiam mantê-la gelada.​

Além disso, o alto valor de produção da mesma, já que a produção da cerveja demanda temperaturas amenas, fez com que Carl von Linde desenvolvesse o sistema de refrigeração, facilitando , dessa forma a fabricação e o transporte da cerveja. Não só isso, esse sistema possibilitou a conservação de alimentos, dando um grande passo na história.

 

Pasteurização

Por que a cerveja estraga tão rápido? Essa foi a pergunta que levou o cientista francês Louis Pasteur, a uma grande descoberta, que alavancou a medicina.​

Pelo estudo das células de levedura da bebida ele descobriu que a presença de microrganismos prejudicava o sabor da bebida. Para isso ele desenvolveu a pasteurização.​

Foi através do mesmo estudo que ele descobriu a existência das bactérias, levantando assim um grande debate sobre higiene e sobre doenças causadas por essas bactérias. Descobrindo a origem dessas doenças, ficou mais fácil arranjar meios de tratá-las.

 

Garrafas de vidro

A poderosa indústria de cervejas foi a grande protagonista da criação das máquinas de produção em larga escala, nesse caso a de garrafas de vidro.​

Essas máquinas de produção em escala foram as principais responsáveis pelo crescimento econômico e ajudaram a construir a sociedade que temos hoje.​

Alguns apontam que ela conseguiu inclusive, diminuiu o trabalho infantil que era largamente empregado nas indústrias de vidro até então.​

Bom, para entendermos um pouco mais dos impactos da cerveja no mundo, não podemos deixar de falar do Oktoberfest.​

Como muitos já sabem o Oktoberfest é o maior festival de cerveja do mundo, realizado em Munique, até então nada fora do normal, mas e se falássemos que a cerveja era proibida nos primórdios do festival e que o festival apesar de ser nomeado como Oktoberfest começa em setembro. Aqui vai um pouco desse grande festival.

 

História

Bom, a história do festival é bem longa, tudo começou em outubro de 1810 como uma festa de casamento do então príncipe Ludwig von Bayern com a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen. A tão aguardada festa, que contava com todos os moradores de Munique como convidados, ocorreu num parque afastado do centro da cidade e que foi nomeado em homenagem a noiva como Theresienwiese.​

Apesar do casamento e de todas as comidas e bebidas típicas da Baviera oferecidas na festa, o ponto alto foi mesmo a corrida de cavalos! Sim, o festival mundialmente conhecido pelas cervejas tinha corrida de cavalos como sua atração principal. A cerveja só conseguiu ser incorporada ao festival em 1918!

Com todo o sucesso alcançado pela festa, outra foi marcada para o ano seguinte em outubro, dando assim, início a tradição.

 

Difusão

Mas como que uma festa num parque afastada conseguiu ganhar a proporções que tem hoje? A popularização do evento ocorreu com a chegada dos primeiros trens em Munique, e, novamente, o sucesso do festival se dava por competições tradicionais da época e campeonatos, como o de boliche.​

Além disso, a fotografia foi um grande meio de alavancar a celebração. Os artistas locais consideravam o evento uma excelente oportunidade para mostrar o seu trabalho, e dessa forma, popularizaram a festa registrando suas imagens.

 

Períodos sombrios

Já falamos aqui que a história do festival é bem longa, mais de 200 anos de muita comemoração. Entretanto o Oktoberfest deixou de ser realizado em algumas ocasiões.​

Basicamente, esses períodos sombrios ocorreram quando a Alemanha estava envolvida em guerras e quando a mesma foi afetada por surtos de cólera. Mas, para a felicidade do povo, o Oktoberfest acontece desde 1945 sem grandes problemas.​

Botando de lado, agora, o aspecto histórico, vamos falar um pouco mais de algumas curiosidades da festa nos dias atuais.

 

Tradições

Todos sabem que o Oktoberfest é cercado de tradições, dentre elas temos o renomado desfile de roupas e músicas típicas. Uma das maiores atrações, logo no primeiro domingo do festival, que encanta e arrasta o público para a parada, ao som de muita música e danças culturais.

 

História

Se tem uma coisa que vem na cabeça quando pensamos em Alemanha e, especificamente, no Oktoberfest é aquela famosa canequinha. Todas as cervejas servidas no evento vem no tradicional Masskrug, que comporta nada menos que 1 litro de muita cerveja.​

Não podemos esquecer, também, da clássica pergunta quem vem na cabeça quando pensamos nisso: “como que aquelas pessoas conseguem carregar tanta bebida?” Bom, isso permanece um segredo para a grande maioria até hoje, mas a grande questão é que um garçom já foi capaz de levar incríveis 27 Masskrüge. Como? Permanece um mistério.

 

Espaço

Para os cervejeiros de plantão a dica é chegar cedo! Somente as pessoas sentadas podem beber: nada de ficar passeando pelo festival com a canequinha na mão.

 

Grupo das 6

Augustiner, HB, Spaten, Lowenbrau, Paulaner e Hacker-Pschorr, apenas essas seis cervejas participam do Oktoberfest. Para entrar para a festa as cervejas tem que seguir um estatuto! Não é para qualquer um não, elas devem honrar a tradição, ou seja, devem seguir as leis de pureza de Munique (1487) e alemã (1906).​

Mas a história dessa tradição não acaba aí não. No passado, o príncipe Leopoldo da Baviera, detentor da cervejaria Kaltenberg, tentou colocar a sua cerveja no festival, levantando grandes debates sobre a tradição. Entretanto, como podemos ver ela resiste até hoje, sendo a Augustiner a mais antiga e a Paulaner a mais nova desse seleto grupo.​

Já falamos muito do festival em Munique, agora vamos para os seus desdobramentos no Brasil.

 

Blumenau

Tudo começou no antigo Pavilhão A da Proeb, em 1984, com o anseio da comunidade alemã de preservar as suas tradições. Em apenas dez dias de festa o primeiro evento conseguiu levar mais da metade da população da cidade, já mostrando que o mesmo viria a se tornar um grande festival.

 

Chopp em metro

Não podemos falar de tradição, Oktoberfest sem falar de cerveja, né. Para não perder o costume, o festival conta com uma tradicional disputa de chopp em metro!​

Durante os dias, os participantes devem beber um metro de chopp, no menor tempo possível, e, claro, não podem tirar a tulipa da boca, nem babar. Para os motoristas da rodada, a competição ainda conta com chopp sem álcool! Todas as noites são divulgadas os vencedores, e, ao final da competição, o campeão geral.​

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Pesquisa de Mercado: O Guia Completo Para Direcionar Vendas

PESQUISA DE MERCADO: O GUIA COMPLETO PARA DIRECIONAR VENDAS

Saiba tudo sobre pesquisa de mercado, a ferramenta que pode definir o rumo dos seus negócios e determinar o público-alvo da sua empresa.

Você está prestes a começar um negócio e não sabe como e a quem direcionar os seus produtos e serviços? O desempenho das vendas da sua empresa não está agradável e você deseja mudar esse quadro? A pesquisa de mercado é a solução que você precisa!​

Com uma análise mercadológica embasada e eficiente, você pode facilmente determinar os pontos de melhora do seu empreendimento e definir o perfil de cliente que você deve atingir para ter sucesso. A partir de agora, iremos tratar de alguns pontos fundamentais que circundam a pesquisa de mercado (também dita PDM), tais quais:​

      • A definição de pesquisa mercadológica
      • Para quê serve, afinal?
      • Os benefícios para a sua empresa
      • As vantagens que vão atrair o seu cliente
      • Uma metodologia que une demografia e matemática
      • Os principais tipos e modelos
      • O momento mais propício para utilizar a ferramenta

A Definição de Pesquisa Mercadológica

A pesquisa mercadológica é, basicamente, o ato de analisar tanto dados e informações mercadológicas externas à empresa em questão, quanto os dados internos. Essas duas análises podem ou não ser feitas simultaneamente, e é importante definir previamente os objetivos da PDM para direcionar o estudo da forma adequada.​

Algumas entidades públicas e privadas são capazes de fornecer os dados gerais do mercado, tais como Sebrae, IBGE, centros de pesquisa e meios jornalísticos em geral. Quando esses indicadores não são suficientes para compreender os empecilhos no crescimento da sua empresa, é hora de ampliar sua análise de mercado e partir para a obtenção dos indicadores internos.​

Esses indicadores são, basicamente, dados do perfil dos consumidores, tais como faixa etária, sexo e escolaridade e quaisquer outros indicadores específicos ao seu tipo de negócio. Eles podem ser obtidos através de ferramentas on-line de análise dos visitantes do seu site ou blog, por exemplo, através de pesquisas de opinião e diversos outros modelos.

 

Para quê serve, afinal? ​

A intenção do estudo de mercado é definir um público-alvo para a sua empresa e permitir a elaboração de planos de ação para mudar seu desempenho, condizente com as necessidades da mesma. Para isso, é importante que o empreendedor tenha consciência de que mudanças haverão de ser feitas e, portanto, deve estar disposto a confiar nos resultados e tomar as decisões adequadas.​

O recurso é fundamental para negócios que estão começando, para aqueles que desejam expandir-se e também para os que estão em momento de crise. Com seu uso, é fácil definir a estratégia da concorrência e driblá-la, assim como organizar listas de fornecedores, empresas parceiras e afins.​

Dessa forma, além de uma visão objetiva dos dados do mercado e dos indicadores da sua empresa, a ferramenta dá a oportunidade de analisar comparativamente os diversos aspectos do seu negócio e, a partir de critérios, classificá-los. A partir de informações qualitativas e quantitativas, pode-se obter benefícios e diferenciais para o seu empreendimento, que serão comentados no próximo tópico.

 

Os benefícios para sua empresa ​

Os benefícios da pesquisa de mercado são múltiplos e impactam em diversos setores da sua empresa. A diminuição de custos e aumento do número de clientes é notória, e ocorre pois há a redução de gastos com marketing e produtos direcionados a um público desinteressado.​

Além disso, há o aproveitamento de oportunidades de maior custo-benefício que o mercado oferece, por exemplo, na compra da matéria-prima para os seus produtos e serviços. Isso pode ser feito facilmente com um amplo estudo e recolhimento de referências de fabricantes, elaborando-se uma lista de fornecedores.​

Juntamente a esse fator, há um direcionamento ao mercado-alvo correto e a atração de mais compradores, onde haverá maior probabilidade do cliente concluir a compra. A partir do momento em que o possível comprador chega a seu empreendimento com os objetivos corretos de compra e com o perfil ideal para a sua empresa, fica mais fácil realizar uma venda.

 

As vantagens que vão atrair o seu cliente

Imagine-se no lugar do seu cliente: você vai ao estabelecimento ou loja online em busca de um serviço ou produto, e não encontra o que você quer. É frustrante, não? A partir da análise mercadológica e com a chegada do cliente que se encaixa no perfil da sua empresa, o número de clientes satisfeitos com a compra será muito maior.​

A satisfação do cliente não é boa só para a lucratividade da sua empresa: também é um ótimo aliado na divulgação e propaganda. Um cliente satisfeito é um cliente que irá atrair mais e mais compradores com o perfil parecido, que é justamente o que a sua empresa precisa. Além disso, um cliente fidelizado é muito mais barato que um novo – segundo Philip Kotler, PhD em economia e renomado em marketing mundialmente, conquistar um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais do que manter um já existente.

 

Uma metodologia que une demografia e matemática

A metodologia da PDM não é unificada e apresenta variações conforme a empresa que oferece esse tipo de serviço. Apesar disso, há dois pilares nos quais a pesquisa de mercado sempre irá se basear, que são dados demográficos e instrumentos matemáticos. Unindo-os, permite-se uma análise estatística da situação do seu negócio.

Usualmente, utiliza-se questionários com perguntas-chave que irão determinar os dados cruciais para documentação da pesquisa. A parte matemática acontece antes da apresentação desses questionários à população, uma vez que é imprescindível atingir o número ideal de questionários realizados. Sendo assim, através de fórmulas bem elaboradas, fica fácil definir esse número esperado.​

A partir daí, é importante formular todas as perguntas do questionário, que podemos dividir em perguntas geraissobre o consumo e específicas do negócio. As perguntas gerais são perguntas que costumam abranger todo tipo de empreendimento e são necessárias a qualquer pesquisa, incluindo informações para contato. Geralmente envolvem aspectos como: nome, telefone, email, renda, moradia e ocupação.​

Já as perguntas de consumo servem para definir se o entrevistado é de fato um possível cliente e qual tipo ele representa, podendo ser: frequência de uso do serviço ou produto, suas preferências, o que ele espera como vantagens, etc. As perguntas específicas, por sua vez, são perguntas adicionais direcionadas ao segmento em que sua empresa se insere. Numa apuração que envolva um serviço que exige um determinado perfil social, por exemplo, poderiam ser feitas perguntas como “extrovertido ou introvertido”, “independente ou dependente”, posicionamento político, enfim, informações que traçam a personalidade.​

Com os questionários já realizados, novamente recorre-se à matemática para documentar e organizar as informações obtidas, para que enfim números possam ser apresentados como resultado. Os dados podem ser distribuídos em gráficos, tabelas ou apresentações dinâmicas, e devem ter fácil visualização para que possam ser claramente interpretados por qualquer pessoa.

 

Os principais tipos e modelos de pesquisa de mercado ​

Abordaremos neste texto três tipos principais de testes de mercado: cliente ocultopesquisa com clientes e pesquisa com leads. Elas podem ser feitas separadamente ou em conjunto, para potencializar resultados, e costumam representar variações da metodologia original.​

No modelo de cliente-oculto a equipe que realiza a pesquisa de mercado deve se passar por cliente, ir até o estabelecimento e avaliar, através de um formulário que a própria equipe deve responder, diversos aspectos acerca do estabelecimento em questão, do atendimento, do perfil dos funcionários e do estado e qualidade dos produtos ou serviços. Esse modelo é ideal para avaliar o funcionamento das diferentes unidades de uma empresa.​

Já no modelo de pesquisa com clientes, formulam-se questionários para pessoas que já compraram alguma vez um serviço ou produto da empresa ou que são clientes assíduos, e geralmente são feitos através de site ou email, podendo oferecer recompensas aos que responderem. É bem interessante para empresas que querem melhorar seu desempenho e que já possuem uma gama notável de clientes.​

O modelo de pesquisa com leads, por sua vez, é interessante para quem ainda não começou um negócio ou para quem está com problemas nas vendas, e ainda para quem deseja expandir, modificar ou renovar seu negócio. É uma apuração com a população comum, com foco em quem consome produtos e serviços do segmento da sua empresa. É importante esclarecer, ainda, que “lead” nada mais é do que um possível futuro consumidor.

 

O momento mais propício para utilizar a ferramenta

De nada adianta definir os seus objetivos com o estudo mercadológico se não se tem ideia de quando colocar essa ferramenta em prática. O momento ideal para realizar uma PDM depende totalmente do foco da sua empresa e do desempenho atual da mesma, e este deve estar acompanhado de todo um planejamento estratégico.​

Para quem irá começar um negócio, o momento mais propício é na hora da criação do seu produto ou serviço. Antes de pensar no seu produto, utilizar esse recurso é ideal para verificar se o tipo de produto que pretende oferecer é compatível com as necessidades e desejos das pessoas. Por exemplo, de nada adianta criar um modelo novo de carro se o desejo da população é por bicicletas!​

Ainda para quem está prestes a iniciar seu empreendimento, quando o produto estiver definido e criado é interessante realizar a atividade novamente para confirmar se o seu produto é de fato bom, inovador e chama a atenção das pessoas. Para isso, direcionar as perguntas para as características específicas do produto é algo inteligente a se fazer.​

Para quem já possui seu negócio e deseja expandi-lo, a hora é agora! Examinar o mercado vai te ajudar a expandir com consciência e inteligência, sem surpresas e frustrações. A chance de dar certo é muito maior. À empresa que está passando por dificuldades como poucas vendas realizadas e queda nos lucros, é importante também realizar a PDM, sempre o mais rápido possível para que os problemas não afetem tanto a empresa.

 

Ok! Já sei tudo sobre Pesquisa de Mercado, e agora?

Agora é hora de partir para a ação! Existem diversas empresas que oferecem esse tipo de serviço no mercado, e buscar pela melhor relação custo-benefício é importante, então pesquise! Antes de procurar o serviço, esteja com todos os pontos citados nesse texto bem definidos para que o processo seja agilizado e o serviço seja executado da forma correta. Para saber mais sobre as tendências do mercado e melhorar suas vendas e seu relacionamento com os clientes, dê uma olhada nesses textos do nosso blog:​

 

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Conheça os Benefícios do Marketing Verde

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DO MARKETING VERDE

Você se preocupa com o meio ambiente? Tem noção do quanto o relacionamento da sua empresa com a sustentabilidade pode influenciar nas suas vendas?

 

Um dos maiores eventos internacionais, as Olimpíadas, deixaram em seu legado uma bela prática sustentável. Na cerimônia de abertura foram carregadas mais de 15 mil sementes pelos atletas, que após plantadas formarão a Floresta dos Atletas.

​Esta atitude nos faz refletir sobre a importância de ser ecologicamente consciente.

​Há uma crescente preocupação ambiental motivada pelo aquecimento global, pela escassez de recursos naturais e pela excessiva quantidade de lixo. Esta põe a postura ecologicamente correta como critério de desempate quando o cliente tem que escolher entre um produto ou serviço de empresas concorrentes.

Sendo o marketing de uma empresa o responsável por impulsionar seu mercado e suas vendas, é também o encarregado de transmitir uma boa imagem da mesma para seus clientes.​

Unindo esses dois pontos importantes, acreditamos ser essencial a ideia do marketing verde para o seu negócio.

 

O que é o Marketing Verde?

De acordo com o professor da Alfred Deakin e Presidente em Marketing da Universidade Deakin, Michael Jay Polonsky, “Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio ambiente.“​

A estratégia do marketing verde é, então, vincular os produtos ou serviços, e até mesmo a marca de sua empresa a uma visão ecológica e socialmente consciente.​

Logo, é feita uma análise de todo o ciclo de vida dos produtos de sua empresa, com o objetivo de avaliar e corrigir cada ponto negativo. Assim, desde a forma como são extraídas as matérias-primas da natureza, passando pela produção, por como são embalados, transportados, consumidos pelos clientes e posteriormente descartados por eles, as etapas são controladas para que em cada uma tenha-se o menor impacto ambiental negativo possível.

 

Como posso aplicá-lo no dia a dia da minha empresa? ​ ​

Antes de qualquer publicidade verde, a empresa por completo deve tomar ciência de todo o seu processo produtivo, para encontrar em seu interior os pontos que necessitam de ajustes.

​O tratamento de efluentes, a preservação da natureza, a não realização de testes em animais e a mão de obra remunerada são alguns dos tópicos valorizados pelos compradores, cujas empresas devem fazer questão de serem reconhecidas por executarem.

​Adotando, então, uma gestão sustentável e comprometida a ser “amiga do meio ambiente”. Promovendo a conscientização dos trabalhadores e estipulando metas para adequar todos o setores internos e externos da empresa às exigências legais e aos 3 R’s da sustentabilidade: reciclar, reutilizar e reduzir.

Estabelecendo esta última como valor da empresa, agregando à sua marca o real e verdadeiro significado de lutar por uma boa causa. Conscientizando seus clientes das vantagens de se adquirir determinados produtos e serviços, dando-lhes certeza de que juntos cooperam para um planeta de melhor qualidade.​

Há, por exemplo, algumas condições para que o seu produto seja considerado um Eco Produto, encaixando-se no perfil do marketing ecológico. Assim, eco produto, segundo a rede ambiental Made in Forest, é todo bem de consumo que comprovadamente utilize ao menos um dos seguintes critérios:​

      • Componentes sustentáveis (reciclado/reciclável) – mínimo de 20%;
      • Matérias primas sustentáveis: recicladas, reutilizadas, orgânicas, extrativistas cultiváveis, não danosos ao meio ambiente;
      • Embalagens em mínima quantidade e materiais recicláveis e ambientalmente responsáveis;
      • Métodos de produção e transporte utilizando fontes de energia limpa, mínimo consumo de água, tratamento de efluentes com destinação ambientalmente responsável, logística reversa pós consumo;
      • Logística reversa ao final do pós consumo.

​Finalmente, a sua empresa precisa saber transmitir ao público da melhor maneira possível, com as ferramentas, mídias e argumentos certos, este seu diferencial. Focando em apresentar-lhes mais que um produto, e sim aquilo que a empresa acredita e luta por.

Quais vantagens eu tenho com a utilização? ​

O objetivo do marketing verde é fazer com que essa atitude sustentável seja um diferencial da sua empresa no mercado, aumentando a sua credibilidade.

​Nesse sentido, o consumidor questionador e ambientalmente preocupado, ao se deparar com produtos concorrentes de qualidade e quantia equivalentes, escolherá aquele cujo valor se encaixa com as suas crenças. Para alguns clientes ainda, comprar produtos um pouco mais caros dentre as opções mas que sejam ecológicos, vale a pena.

​Além de denegrir a imagem da sua empresa perante os clientes, a produção não-ecológica acarreta outros incômodos. Como exemplo temos a imensa quantidade de lixo proveniente desses processos produtivos, que em sua maioria vem do mal aproveitamento das matérias-primas.​

De modo igual, há outros custos passíveis de economia tais como a água e a energia, no quais vemos a real necessidade de se adotar uma logística sustentável. Tal logística pode optar, por exemplo por uma gestão de resíduos.

​Esse serviço de gestão de resíduos é feito com o objetivo de encontrar maneiras de reduzir em cada etapa da cadeia produtiva a geração de resíduos, que muitas vezes são ocasionadas pelo mau uso das matérias-primas.​

Sendo assim, através da reutilização e reciclagem, podem diminuir em quantidade e até em custo. Analisando etapa por etapa do processo produtivo, encontra-se ainda formas de economia de água e energia, benéficas para o seu negócio.

 

Garantia do Produto Verde

Estando de acordo com o processo ecológico, a sua empresa pode obter o Selo Verde, comprovando periodicamente por meio de laudos técnicos que seus ciclos de vida são amigáveis para o planeta e a vida que nele habita.​

Esta ecoetiqueta agregada à marca ou aos produtos e serviços oferecidos pela empresa, indicam ao consumidor que a mesma não degrada o ambiente e que possui qualidade ecológica e socioambiental. E é por si próprio uma ótima forma de marketing verde, divulgando para todos o fato de sua empresa ser sustentável.

 

Utilizando da maneira correta

O crescimento da preocupação por parte da população com o ambiente no qual habitamos gera, além de uma maior conscientização da mesma, uma grande desconfiança sobre produtos e serviços que se vendem como verdes.​

Os consumidores ecologicamente conscientes exigem provas de que a origem do seu produto é correta. Logo, é preciso que a produção seja transparente, para que os mesmos tenham certeza de que podem confiar no seu produto.​

Caso contrário, as falhas cometidas pela empresa neste procedimento ecológico provocam, além das punições pelo impacto negativo gerado ambientalmente aplicadas pelos órgãos governamentais, a perda da confiança em seus produtos por parte dos clientes.​

Lembramos que o marketing ambiental não consiste em simplesmente “pintar” seus produtos de verde ou utilizar de frases de efeitos nas publicidades, para que este aparentemente seja ecológico. A ideia é bem mais profunda, o produto que você vende precisa ser genuíno.

O marketing bem feito vende para o seu cliente uma boa causa pela qual vale a pena lutar, de forma que ele se identifique. Esta deve estar presente em todos os setores da sua empresa, desde seus fornecedores e funcionários, passando por toda a sua linha de produção, até chegar ao produto final.

 

É possível ser sustentável e ser grande?

Uma das grandes marcas brasileiras no ramo de cosméticos, a Natura, é um grande exemplo do emprego do marketing verde. Esta empresa adotou hábitos sustentáveis, tais como:​

      • Embalagens de menor impacto ambiental (usando materiais reciclados e incentivando a reutilização por meio de refis);
      • Produtos com ingredientes vegetais (renováveis);
      • Programa Carbono Neutro (reduzindo e compensando a emissão de gases de efeito estufa em todas as etapas de sua cadeia produtiva);
      • Produtos não testados em animais.

​O Diretor de Marca e Comunicação da Natura até 2008, Eduardo Costa, atribui o sucesso da empresa à eficaz divulgação dos seus valores de responsabilidade social e ambiental. “Usamos a propaganda para divulgar as nossas crenças. Isso constrói a marca e dissemina o que entendemos ser a essência da empresa”, explica o executivo.​

Outra grande empresa que se enquadra em uma boa exemplificação do uso do marketing ecológico é a Synteko. Esta busca ser ambientalmente responsável por todas as suas atividades. Possui uma alta motivação de seus funcionários para que os mesmos desenvolvam uma cultura de responsabilidade ambiental dentro da empresa, e mais, que a levem para seus familiares e pessoas de seu convívio.​

Atitudes como estas empregadas na Synteko são fundamentais para a criação de uma imagem de responsabilidade ecológica. Afinal, após manchar a imagem de uma empresa pelas práticas agressivas ao meio ambiente por ela realizadas, tende-se a ser bem mais trabalhoso e demorado reverter esta situação.

E então, o que está esperando para tornar a sua empresa um símbolo de qualidade e sustentabilidade?

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FIDELIZAR É A ALMA DO EMPREENDIMENTO

Com um mercado cada vez mais disputado, onde os produtos e serviços são melhorados a todo instante ter uma empresa bem sucedida não é uma tarefa tão simples, saiba que fidelizar é a solução.

 

Ao contrário do que muitos pensam uma das maiores barreiras para se alcançar esse sucesso não é atrair os clientes, mas sim mantê-los. Mas porque fidelizar os clientes é tão importante? Aqui vão algumas vantagens da fidelização de clientes:

 

Diminuição de gastos

Empresas realizam grandes investimentos em marketing, com inúmeras campanhas publicitárias e propagandas, sem contar as inúmeras promoções, não que elas não sejam importantes, elas são. Essas campanhas conseguem, inclusive, um bom resultado em um curto prazo.​

Aumentar a cartela de clientes é essencial, mas a grande jogada está em manter os antigos clientes. Atrair um novo cliente para a empresa é muito mais caro do que fidelizar um cliente e fazer com que ele volte a consumir da empresa, o custo para fazer com que ele retorne chega a ser 5 a 7 vezes menor!

 

Consumidor retido ​

Bom pelos dados acima já percebemos porque reter o cliente é tão importante, principalmente para o lucro da empresa, mas manter esse cliente vai muito além.​

A competitividade do mercado está cada dia mais elevada, as empresas fornecem produtos cada vez melhores, tornando-se mais fácil perder o consumidor. Clientes não fidelizados são suscetíveis a migrarem para novas empresas de acordo com as tendências do mercado.

 

Maior número de vendas ​

Clientes fidelizados gastam mais que os novos! Esses consumidores leais acompanham a marca e compram com muito mais frequência que os outros.​

Além disso, por já conhecerem a empresa e confiar no produto ou serviço que ela oferece, eles se encontram muito mais propensos a pagar mais caro para possuírem a experiência que tiveram anteriormente.

 

Feedback positivo

A leal frota de consumidores não abandona o barco ao primeiro sinal de tempestade. Enquanto os novos clientes vão se ajustando às flutuações do mercado migrando de empresas de tempos em tempos.​

Já os clientes fidelizados se mantêm no barco, e quando algo sai do controle eles tentam solucionar o problema, proporcionando feedbacks de modo a contornar os obstáculos, ou seja, eles estão sempre tentando melhorar o seu negócio.

 

Mapa dos clientes

Como vender de forma simples e direta? Bom, um dos passos mais importantes e mapear o perfil dos clientes. Os programas de fidelização dos clientes são uma das melhores maneiras de conseguir informações sobre ele.​

Ao conhecer melhor esse comprador fica mais fácil entender o público com que a sua empresa trabalha, entender as suas necessidades com base nos serviços ou produtos já adquiridos por ele, ou seja, definir o seu padrão de compra. Dessa forma, traçar a melhor estratégia para o seu negócio fica muito mais simples.​

É mais fácil trazer novos serviços e produtos para esse público de forma que o agrade do que para os outros!

 

Propaganda

Consumidores leais atraem novos consumidores! Até esse ponto já percebemos que a fidelização agrega muito valor à marca, mas mais do que isso ela possibilita uma propaganda gratuita.​

Os clientes transmitem suas opiniões e ideias sobre o seu empreendimento, chamando cada vez mais atenção para sua marca para o seu grupo de amigos, atuando como doutrinadores da mesma.​

Bom agora que já mostramos as principais vantagens de se fidelizar os consumidores chegamos a seguinte pergunta: como é possível manter esse cliente?

 

Conheça o seu cliente

Pode até parecer simples mas essa é a principal etapa para quem deseja fidelizar. Entender os hábitos, as necessidades, e expectativas o que os consumidores valorizam é essencial para estruturar os processos do seu negócio. Tão importante quanto conhecer o cliente é conhecer quem não é o cliente!​

Procure extrair informações sobre o perfil dos seus reais consumidores com uma abordagem adequada, ou seja, objetiva, não extrapole nas perguntas! Cada cliente tem sua necessidade particular, não tente procurar soluções únicas para atraí-los, proporcione ações pontuais para cada segmento.

 

Tenha uma boa comunicação

Agora que você já tem o seu público-alvo e seus clientes mapeados, temos que focar em sua comunicação, ela deve ser como um todo simples e objetiva sobre como o seu serviço ou produto atende a necessidade dos seus clientes. Mas não esqueça de segmentar essa comunicação de acordo com o público que você está trabalhando!​

Busque o mundo virtual, levante informações importantes, comparativos, crie conteúdo relevante, mas não esqueça do mundo físico! Não deixe de estimular a interação nas redes sociais em torno da sua marca.

 

Entregue-se às redes sociais

Já percebemos que manter uma boa comunicação é indispensável, mas mais do que isso que as redes sociais são grandes aliadas das empresas. Divulgue o seu conteúdo não só por email, mas pelo facebook, twitter…​

Publique conteúdos baseados no mapeamento anteriormente realizado, use as informações do perfil e do histórico de compras do cliente, anunciando produtos e serviços compatíveis com esses dados. Não abuse de publicações! Cuidado com número de vezes que você “se comunica” com o cliente para não acabar sendo cansativo.

 

Atendimento diferenciado

Mostrar que a sua empresa se importa com o cliente é a chave da fidelização. Você tem que fazer com que ele se sinta especial, único, e mais do que isso, que você está feliz por ter ele como um dos clientes e que você realmente se importa com o atendimento dele.​

Criar essa experiência é um processo não tão trivial. Demanda uma série treinamentos intensos de toda a equipe a fim de garantir que o atendimento seja feito da mesma forma e com a mesma qualidade todas as vezes e para todos os clientes.​

Apesar de não ser tão simples é o que muitas vezes diferencia o seu produto ou serviço das empresas concorrentes.

 

Agregue valor ao seu produto ou serviço

Bom além de proporcionar um atendimento único também é legal mostrar que o produto ou serviço que você oferece também é único. É importante para o consumidor ver que o que você oferece apresenta um preço justo e é diferenciado se comparado aos concorrentes.​

Em um mercado cada vez mais competitivo, atendimentos diferenciados, brindes, entre outros bônus devem ser complementados pela qualidade do produto, não deixe de investir na inovação e aprimoramento do mesmo!

 

Depoimento dos clientes

Então, lembra que falamos anteriormente que os clientes fidelizados fazem uma propaganda gratuita? É aqui que ele entra.

O cliente feliz é o melhor comercial que uma empresa pode fazer. O seu papel é garantir que esse cliente possa avaliar a empresa de forma positiva publicamente. Para isso ocorrer todos os outros processos devem estar alinhados para assegurar que o consumidor tenha a melhor experiência possível.

 

Siga o mapeamento

Ter um mapeamento dos clientes é um dos benefícios de tê-los fidelizado, mas para mantê-los é importante “seguir” esse mapeamento. Quais os principais processos da empresa, qual etapa você conquistou o cliente, qual processo deve ser melhorado, tudo isso deve ser levado em consideração.​

Além disso, esse mapeamento deve ser constantemente revisado, para garantir que a sua empresa esteja sempre se adaptando às necessidades que surgirem dos seus leais clientes.

 

Pós-venda

Como já ressaltamos inúmeras vezes conhecer o cliente é essencial! Logo é importante realizar um processo de pós-venda para garantir que todas as necessidades dos consumidores foram atendidas e suas expectativas superadas.​

O pós-venda é tão importante quanto a venda em si! Tendo todos esses processos esclarecidos fica muito mais fácil, corrigir qualquer tipo de erro e garantir a satisfação dos consumidores.

 

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Benefícios da Gestão de Resíduos em Restaurantes

BENEFÍCIOS DA GESTÃO DE RESÍDUOS EM RESTAURANTES

A cada dia são criados novos restaurantes e, com isso, aumenta-se a competitividade no setor. Agora, lhe perguntamos:

 

Como manter a competitividade com o aumento do número de estabelecimentos?

A resposta dessa pergunta é complexa, mas vamos mostrar uma das oportunidades de se diferenciar dos seus concorrentes. Essa oportunidade se chama gestão de resíduos, pode-se realizar uma consultoria na qual se estuda toda a cadeia produtiva dos resíduos, para que se consiga identificar todos os processos que possam ser otimizados. Essa gestão de resíduos tem como objetivo, basicamente, expandir a eficiência no uso de matérias-primas para minimizar os resíduos, obtendo, assim benefícios ambientais e econômicos.​

Com isso, enumeraremos alguns benefícios do gerenciamento de resíduos:

Fique dentro da Lei e melhore sua imagem

A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu a Lei nº 12.305/10, que mostra que esses resíduos devem ser previstos, reduzidos, se possível, reutilizados e, por fim, reciclados. Os que não podem ser reutilizados e reciclados devem ser destinados a aterros sanitários, e se não forem, acarretam em multa de até R$2 milhões ao dono do estabelecimento comercial.​

Além de não receber multas, o seu estabelecimento pode investir em marketing verde, mostrando que está dentro das leis e que está trabalhando por um mundo mais sustentável. Dessa forma, melhorando a imagem da empresa diante do seu público.​

Nesse sentido, como grande parte da geração atual se preocupa com a degradação do meio ambiente, eles podem vir a se identificar com o seu negócio e se tornar cliente do mesmo, melhorando suas vendas.

 

Retorno financeiro com a reciclagem

Uma das melhores oportunidades está na reciclagem dos resíduos sólidos, pois pode-se conseguir retorno financeiro e de maneira fácil. Segundo o artigo “O Processo da Gestão de Resíduos nas Embalagens de Pós-Consumo”, vemos que uma das maiores redes de fast-food, o McDonald’s, investe em gerenciamento de resíduos. Nessa empresa, 60% dos resíduos são sólidos, o que apresenta um notável potencial para a reciclagem.​

Um dos desafios da reciclagem consiste na separação adequada dos resíduos sólidos, por que muitas vezes não há lixeiras divididas por grupo de reciclagem, ou os funcionários não estão capacitados para conviver com o hábito de separação do lixo.​

Por isso, deve-se ter não só o desenvolvimento de políticas de conscientização, mas um ambiente propício para instalação de lixeiras com compartimentos para cada tipo de resíduo, separando-o em grupos de sólidos e em orgânico. Além disso, sua equipe de funcionários necessitará de treinamentos constantes para que todo esse processo se torne natural.​

Dê uma olhada no nosso texto sobre Marketing Verde também.

 

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A ROTULAGEM NA EXPANSÃO DO SEU NEGÓCIO

Você já teve aquela sensação de que tem em mãos uma possível fonte de dinheiro? Que essa receita que você tem – que é diferente, única e todos que provaram, se apaixonaram – poderia se tornar um negócio lucrativo? Escute ao seu espírito empreendedor e não deixe esse cavalo branco ir embora! Um dos primeiros passos é a rotulagem do seu produto. Tire todas as suas dúvidas a respeito desse tema logo abaixo.

Por que rotular meu produto?

A rotulagem dos alimentos é obrigatória e está regulamentada por leis e regulamentos técnicos de órgãos como o Ministério da Agricultura, Anvisa e Inmetro. Segundo a legislação brasileira, rótulo é toda inscrição apresentada na embalagem de um alimento, de forma visual ou textual, aplicando-se a todo alimento embalado na ausência do cliente, destinado ao comércio nacional ou internacional. É direito do consumidor receber informações corretas, claras e precisas sobre o produto, escritas em língua portuguesa, apresentando suas características, quantidade, composição, garantia, prazo de validade e origem, além dos riscos que possa representar à saúde.

Quais são as informações obrigatórias e facultativas a serem apresentadas nos rótulos de alimentos? ​

Para esclarecer essas dúvidas, a Embrapa lançou o Manual de Rotulagem de Alimentos.

O Manual de Rotulagem de Alimentos orienta quanto às informações obrigatórias e complementares a serem apresentadas nos rótulos, porções de alimentos para fins de rotulagem nutricional e elaboração de rótulos de alimentos e bebidas. Contempla também as regras vigentes para a rotulagem de produtos orgânicos à venda no mercado interno ou comercializados diretamente aos consumidores em feiras livres.

E como saber todas essas informações sobre meu produto?

Você pode fazer uma análise química do seu produto. O serviço de análise química consiste em uma análise laboratorial de determinado material (no caso, o seu produto), a fim de identificar as propriedades químicas e/ou outras particularidades do mesmo. É essa análise que lhe dará algumas informações nutricionais importantes, como a quantidade de sódio, por exemplo. Por meio de uma tabela com os valores nutricionais adequados, a análise permite averiguar se o alimento peca em excesso ou escassez de algum composto. Dessa forma, você garante que seu produto é seguro para o consumo e fornece demais informações necessárias ao público a partir do seu rótulo.

Agora que você já sabe a importância da rotulagem para o seu produto, não deixe de fazê-la. Dessa forma, você eliminará obstáculos e barreiras para o seu negócio e será capaz de expandí-lo. Daí pra frente, o que definirá o sucesso do seu produto será sua qualidade. Caso venha a fazer todo esse processo e acabar empreendendo seu produto, contate-nos, pois ficaríamos felizes em prová-lo e incentivar o empreendimento!

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Encontre a Mina perdida na garagem do seu prédio

ENCONTRE A MINA PERDIDA NA GARAGEM DO SEU PRÉDIO

Já parou pra pensar que pode haver uma mina perdida na garagem do seu prédio? Você deve estar se perguntando “mina ? Como assim uma mina?”

Sim, isso mesmo! Uma mina de um elemento indispensável para a vida de todos nós, a ÁGUA.​

Para que haja a construção de prédios com subsolo faz-se necessário o rebaixamento dos lençóis freáticos presentes na extensão de terreno onde será efetuada a construção.

 

Como isso é feito?

Simples, por meio de bombas que trabalham durante 24h por dia retirando a água do subsolo, para que o terreno fique seco e próprio para construção.​

Caso isso não seja feito, durante a escavação pode haver a formação de lama. Isso dificulta o trabalho durante a construção da fundição e concretagem da estrutura a ser construída.​

Sendo assim, a drenagem dessa água é de extrema importância. Mas pra onde vai toda essa água retirada do subsolo?​

Normalmente essa água era apenas descartada, e sem nenhum tipo de utilização ia parar nos esgotos, ruas e calçadas.​

Entretanto, a crise hídrica forçou que autoridades e estudiosos começassem a pensar em formas de reutilizar essa água desperdiçada.​

A partir disto, alguns edifícios em São Paulo começaram a pensar em formas de reutilizá-la.​

Dessa maneira, foram feitas análises físico-química e bacteriológica para então saber em que utilizar a água e como tratá-la.​

Como a distribuição de água é encargo exclusivo de concessionárias de serviço público, a água coletada não poderia ser distribuída, mas disponibilizada no próprio condomínio.​

E assim fora feito.​

Estações de tratamento foram construídas para que a água se tornasse própria para uso dentro do condomínio.​

Elas envolvem a ação de filtros de areia e carvão, aplicação de cloro e análises periódicas de potabilidade​

Isso diminuiu o uso da água potável disponibilizada pelo governo, em atividades como lavar roupas ou limpar a casa, acarretando um grande impacto ambiental positivo.​

Para a UNIÁGUA (2001, apud COSTA, 2007) o conceito de substituição de fontes mostra-se como a alternativa mais plausível para satisfazer as demandas menos restritivas, reservando a água de melhor qualidade para usos mais nobres, como o abastecimento doméstico.​

As águas provenientes desses lençóis podem também ser direcionada para atividades como:​

      • Irrigação de parques e jardins públicos, centros esportivos, campos de futebol, jardins de escolas e universidades, gramados, árvores e arbustos decorativos ao longo de avenidas e rodovias;​

      • Irrigação de áreas ajardinadas ao redor de edifícios públicos, residenciais e industriais;​

      • Reserva de proteção contra incêndios;​

      • Controle de poeira em movimentos de terra;​

      • Sistemas decorativos aquáticos tais como fontes e chafarizes, espelhos e quedas d’água;​

      • Descarga sanitária em banheiros públicos e em edifícios comerciais e industriais;​

      • Lavagem de trens e ônibus públicos.

Ou seja, existem muitas opções de reuso para a água que pode estar jorrando na sua garagem! Não perca tempo e faça uma análise para saber como e em que utilizá-la.​

Para saber mais sobre as características que sua água deve ter, leia esse post.

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A EFICÁCIA DO COPROCESSAMENTO NA GESTÃO DE RESÍDUOS

Com o avanço da tecnologia, os processos industriais passam por constantes modificações e novas alternativas surgem para corrigir problemas e otimizar a produção. A bola da vez possui o nome de coprocessamento na gestão de resíduos, técnica que se apresenta como uma ótima oportunidade para o destino de resíduos industriais e pneus inservíveis. Essa técnica permite a transformação dos resíduos em combustível alternativo ou mesmo em matéria prima para a indústria de cimento.

 

O que é coprocessamento de resíduos ?

Coprocessamento é uma técnica sustentável na disposição de resíduos industriais ou pneus, que consiste na utilização desses como substitutos de combustíveis ou parcialmente de matérias-primas não renováveis usadas na fabricação do cimento.​

Essa técnica apesar de acarretar a destruição total dos resíduos, não gera novos passivos ambientais.​

Confira, segundo a Votorantim, onde o coprocessamento poderia se inserir na produção do cimento:

Quais resíduos podem ser usados no coprocessamento?

Quem regulamenta essa técnica é o CONAMA pela Resolução 264/99, e o mesmo estabelece quais resíduos estão aptos à esse processo. Os resíduos que podem sofrer coprocessamento são aqueles que também não podem mais ser dispostos em aterros industriais, excluindo os resíduos hospitalares, domésticos não tratados, radioativos, pesticidas, agrotóxicos e explosivos.​

Segundo a Votorantim, esses são os exemplos de resíduos que estão aptos ao coprocessamento:

 

Antes do coprocessamento, os resíduos sofrem a blendagem, técnica onde o mesmo é descaracterizado e misturado juntos aos outros resíduos a fim de produzir um “mix” líquido ou sólido com alto poder calorífero (blend).​

Esse blend, por possuir um alto poder calorífero, é usado como substituto energético em fornos de cimento. A queima desse blend produz calor suficiente para a produção do pré-cimento, clinquer, e as cinzas geradas no processo são totalmente incorporadas ao cimento.

 

Essa técnica é segura?

Essa técnica de gestão de resíduos se mostra segura quando a queima é realizada sob condições controladas e todo lançamento atmosférico é controlado a partir de analisadores especiais de gases.​

Diversos parâmetros da combustão da produção de cimento, como a alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases e a turbulência no interior do forno devem ser monitorados para garantir a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

 

Somente fabricantes de cimentos participam desse processo?

Empresas que geram resíduos adequados ao coprocessamento podem estar realizando o serviço de destinação dos mesmos à empresas que realizam o processo. Essa destinação seria vantajosa para ambas as empresas, pois garante à primeira um destino seguro aos seus resíduos, e mais energia e matéria prima à segunda.​

Confira abaixo os vários tipos de resíduos com perfil para o Coprocessamento:

      • Borras oleosas, borras de processos petroquímicos, borras de fundo de tanques de combustíveis e de produtos inflamáveis;
      • Elementos filtrantes de filtros de combustíveis e lubrificantes;
      • Materiais contaminados com tinta;
      • Materiais contaminados com solventes;
      • Resíduo têxtil e EPI´s contaminados;
      • Serragem e madeira contaminada;
      • Adesivos / Resinas;
      • Plástico contaminado;
      • Papel e papelão contaminados;
      • Elementos filtrantes e absorventes contaminados com óleos lubrificantes, solventes ou combustíveis (álcool,
      • gasolina, óleo diesel etc.;
      • Lodo de caixa separadora de óleo com mais de 5% de hidrocarbonetos derivados de petróleo ou mais 70% de
      • umidade;
      • Solo contaminado com combustíveis ou com qualquer um dos componentes acima identificados.

 

Quais são os principais benefícios?

      1. Os resíduos são totalmente destruídos e a preocupação com o destino dos mesmos é extinguida;
      2. O certificado de aproveitamento total dos resíduos tem valor legal e poderá ser apresentado como um documento que atestará que a empresa está de acordo com a legislação ambiental;
      3. Empresas que garantem a destinação comprovadamente adequada e licenciada de seus resíduos são vistas com bons olhos pelos seus clientes e pela opinião pública.
      4. O sentimento de estar tratando seu negócio por meio de uma política sustentável e garantindo sua contribuição ao meio ambiente é gratificante.

 

 

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Você sabe como manter a qualidade da água da sua casa? Provavelmente, você já deve ter se perguntado se a água que chega até a sua casa é confiável. Afinal, notícias sobre vazamentos e problemas de abastecimento de água não são raras nos jornais.

 

Mas será que você sabe como descobrir e manter a qualidade da sua água? Para ingerirmos a água e sanarmos, assim, uma de nossas principais necessidades fisiológicas, é necessário que a água tenha algumas especificações, certo?​

Vários parâmetros conseguem classificar a qualidade da água e já sabemos que a água correta para o uso deve ser considerada potável.

 

Mas, primeiramente, o que significa a água ser potável? ​

A água é potável quando reúne características que a coloca na condição própria para o consumo do ser humano. Ela deve estar dentro dos valores máximos de contaminação permitidos pelo Ministério da Saúde.​

A água potável pode ser de uma fonte natural, desde que o limite de contaminação em sua nascente ou percurso esteja dentro do permitido. Pode, também, ser obtida através de um processo de tratamento físico e ou químico.​

Nas cidades, este processo é realizado nas ETAs (Estações de Tratamento de Água). Para ser distribuída, a água deve passar por todo esse processo de tratamento.

Entre os principais processos de tratamento, podemos citar: decantação, filtração, fluoretação, desinfecção e floculação.

O padrão de potabilidade da água é definido pela portaria 2.914 do Ministério da Saúde. Ela determina que água potável é aquela “para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos à saúde”.

 

E quem é responsável pela qualidade da minha água?

A empresa distribuidora de água do local onde você reside garante a qualidade da água do manancial até a entrada do condomínio. Daí para adiante, a responsabilidade é dos moradores.

O problema é que nem todo mundo se lembra de checar se a caixa d’água esta limpa e tampada, se a tubulação esta em boas condições ou se o reservatório subterrâneo esta livre do lodo e outros detritos que contaminam a água.

Essa manutenção tem que ser feita de seis em seis meses. Caso contrário, o risco de contaminação é enorme. Vale lembrar que essa periodicidade é determinada pela Portaria nº 2.914/11.

Fatores como caixa d’água destampada ou rachada também são perigosos, pois favorecem a entrada de animais como ratos, pássaros ou insetos, que mortos ou vivos, poluem a água que depois vai ser bebida, utilizada para lavagem de alimentos ou banho.

De acordo com a bióloga da empresa de testes de tratamento de água COPASA, Sônia Martins Moreira Dayrell, a água contaminada apresenta grande quantidade de coliformes, que são bactérias que podem transmitir doenças através da sua ingestão, tais como a febre tifóide, disenteria bacilar e cólera.

 

Como posso fazer essa manutenção?

Essa manutenção pode ser feita através de análises de potabilidade. Nessas análises, amostras da água são coletadas e levadas para um laboratório que determinará quais são os resultados considerando os parâmetros necessários para classificar a qualidade de água.

Por meio de testes, são verificados se a água está realmente própria para consumo baseado nos valores permitidos. Vale lembrar que essa análise deve ser feita minuciosamente para emitir resultados precisos.

Se o teste comprovar a presença de coliformes, o responsável deve tomar providências. “O mais comum é encontrarmos bactérias do grupo coliforme. Esse grupo é mais resistente à cloração. Se aparecer, é porque o cloro não está adequado. E aí, podem ter outras bactérias”, explica a bióloga.

No caso do teste detectar bactérias, é recomendado que se faça a limpeza e a desinfecção dos reservatórios do condomínio, sem esquecer da tubulação. A água pode chegar boa até a sua moradia, mas pode ser contaminada na tubulação.

A análise não se restringe às caixas d’agua, mas também pode ser realizada em piscinas, bebedouros, poços artesianos, ou qualquer outro ponto de seu interesse.

Bem, agora que você já sabe de uma forma mais clara e técnica o que é água potável e como tratá-la, não deixe de realizar uma análise de água, focando na sua necessidade, para fiscalizar a qualidade da sua água periodicamente.

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