Conservação de Alimentos e a Expansão do Seu Negócio

CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS E A EXPANSÃO DO SEU NEGÓCIO

Você tem uma empresa alimentícia e um desejo de expandi-la. Para isso é necessário aumentar a sua produção e consequentemente o seu estoque de produtos, já que o ideal é que a sua oferta cubra a demanda. A questão é: Como aumentar a produção e manter a qualidade? A resposta é simples: Conservação de alimentos.

O que é a conservação de alimentos?

A técnica de conservar alimentos teve início há muitos anos atrás, junto com a civilização. O homem pré-histórico percebeu que seria uma boa ideia estocar alimentos nos dias de fartura, para aqueles dias mais frios e de escassez. Desta forma, a humanidade começou a desenvolver técnicas de conservação de alimentos, algumas utilizadas até os dias de hoje.

A conservação de alimentos é feita através de diversas procedimentos utilizados com o objetivo de manter a qualidade dos alimentos, evitando a deterioração dos mesmo. Essa deterioração pode ocorrer por causa das próprias enzimas dos alimentos ou ainda por causa de microorganismos externos.

Os métodos para efetuar a conservação de alimentos são diversos, sendo alguns mais simples que outros. Em geral são métodos realizados controlando a temperatura, eliminando elementos (como o oxigênio), adicionando ingredientes específicos ou substâncias químicas, entre outros. Como exemplo temos a secagem, a pasteurização e a defumação.

Conservação pela temperatura

Neste procedimento, os microrganismos são atacados diretamente, sendo então eliminados através das altas temperaturas, fazendo com que os alimentos cozidos sejam conservados por um tempo maior do que os crus. Um desses métodos é a pasteurização, bastante utilizada pelas indústrias para conservação principalmente do leite.

Outros métodos que utilizam da temperatura para conservar os alimentos, são o resfriamento e o congelamento. Ambos por apresentarem temperaturas bem abaixo da temperatura ambiente, são desfavoráveis para a proliferação dos microrganismos.

Na primeira utiliza-se normalmente a geladeira para resfriar os alimentos, com temperaturas baixas mas acima de 0°C. Já a segunda, realizada com freezers ou congeladores, ocorre em temperaturas entre -10℃ e -30℃. Nesta os alimentos duram um tempo maior se comparados com os apenas resfriados.

Conservação por desidratação

Os métodos que utilizam da desidratação para conservar os alimentos são mais simples e utilizados desde a antiguidade. retirada da água desses produtos diminui a proliferação dos microorganismos. Como exemplo temos a secagem, a defumação, na qual o alimento é seco pela fumaça, e o salgamento, cujo alimento recebe grandes quantidades de sal.

Conservação pela retirada de elementos

Neste procedimento, o oxigênio, essencial para a vida dos microrganismos, é retirado, mantendo o alimento embalado a vácuo. Essa técnica conhecida como isolamento contribui para a conservação dos produtos por um período longo de tempo.

Conservação por aditivos químicos

Esta técnica é bastante comum na indústria alimentícia que, além de conservar os produtos, utilizam destes aditivos para realçar o sabor, a cor e o aroma dos mesmos. Alguns exemplos de aditivos são o vinagre, o óleo, os sulfatos e o corante, este último utilizado em doces e refrigerantes

Por que fazer a conservação?

Alimentos conservados podem ser estocados por um período maior de tempo, evitando assim o desperdício dos mesmos. Esta é uma grande vantagem na produção, pois permite que as empresas alimentícias prepararem com antecedência os seus alimentos sem que estes percam a qualidade. Evitando, dessa forma, qualquer imprevisto nas vendas, garantindo que terá sempre oferta para a demanda de produtos.

Aumentar a qualidade de um produto e o seu tempo de prateleira significa manter as suas propriedades organolépticas por mais tempo. Tais propriedades como o odor, o sabor, a textura e a cor, são levados em conta na hora da compra, e são os grandes responsáveis pela satisfação ou não do cliente com tal alimento.​

Da maneira correta

É importante que os métodos de conservação, antes de aplicados no seu negócio, sejam estudados visando saber qual a melhor técnica para o seu produto e como realizá-la de maneira correta. Desta maneira, poderá ser evitado qualquer erro que cause um efeito contrário ao da conservação, como por exemplo a eliminação de enzimas naturais do próprio alimento.

Prazo de Validade ​

Mais do que garantir a boa aparência dos alimentos comercializados, prazo de validade preza pela segurança do consumidor. De acordo com a Resolução CISA/MA/MS nº 10, de 31 de julho de 1984, “considera-se próprio para consumo o alimento que, mantido sob condições adequadas de conservação, preserva suas propriedades nutritivas e não expõe a agravos à saúde da população.”

A determinação da data limite para consumo de cada alimento é feita a partir de diversos testes laboratoriais. Estes testes são feitos em temperatura e umidade controladas, verificando sempre a amostra testada de acordo com a variação dos parâmetros. Analisa-se, por exemplo, como a amostra se comporta em temperaturas maiores do que a da cidade com temperatura mais alta em que o alimento será vendido.

Nos rótulos dos alimentos é necessário que a data de validade esteja expressa pelas 3 primeiras letras do mês ou pelo número correspondente, e os 2 últimos algarismos do ano. Estando esta data antecedida das expressões “VÁLIDO ATÉ” ou “MELHOR SE CONSUMIDO ATÉ”.

No caso de produtos perecíveis em um período inferior a 45 dias, é necessário indicar o dia de vencimento, com 2 algarismos, antes do mês. Para aqueles que possuem o prazo de validade menor que 48 horas, será registrado o dia da semana em questão, por extenso.

Outra maneira de indicar a data de validade, é pelo número de dias, meses ou anos em que o produto estará apto para consumo, antecedido da expressão “VÁLIDO POR” ou “MELHOR CONSUMIR EM”, juntamente com a data de sua fabricação. Além disso, o prazo de validade deve possuir caracteres maiores ou iguais a 3 milímetros, registrado de forma permanente na embalagem do produto e com destaque.

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Análise de água de piscina: aproveite o verão com segurança

ANÁLISE DE ÁGUA DE PISCINA: APROVEITE O VERÃO COM SEGURANÇA

No nosso ilustre desmedido verão brasileiro, frequentar piscinas é uma prática totalmente bem-vinda. Porém, com as altas temperaturas e o bronzeado também vem as condições ideais para a proliferação de diversos microrganismos.

 

Essa situação ganha grandes proporções nas piscinas de uso coletivo, que possuem uma grande frequência de pessoas nessa época do ano.

A análise de água de piscina é fundamental, já que ela pode indicar diversas anormalidades relacionadas ao tratamento da água. Tal fato pode representar riscos à saúde dos seus banhistas, independente do aspecto límpido apresentado pela água.

Por meio da análise é possível apontar o tratamento ideal para a água evitando que ela venha a causar danos a saúde e segurança de seus usuários. Visto que, além de tratamento físico, é de suma importância garantir a qualidade da água por meio de tratamentos químicos. Dessa forma, fazendo com que ela atenda aos parâmetros exigidos.

 

Classificação das piscinas

Podemos classificar as piscinas no geral em três grupos principais:​

      • De uso particular: destinadas de forma exclusiva para seus proprietários e seus adjuntos.
      • De uso coletivo: destinadas ao uso de integrantes de uma associação, como clubes, academias, condomínios, entre outros.
      • De uso especial: destinadas a funções que não estejam relacionadas a fins esportivos e recreativos, como as de caráter terapêutico.

 

Finalidade da análise de água de piscina ​

Tratando-se de piscina temos que ter, primeiramente, alguns conceitos em mente. Num primeiro plano temos que levar em consideração o conceito de balneabilidade, que é “a capacidade que um local tem de possibilitar o banho e atividades esportivas em suas águas, ou seja, é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário”.​

Num segundo plano, a norma da ABNT que vigorava até então (ABNT NBR 10818:1989) e a atual que tem vigência em janeiro de 2016. Essas normas indicam as condições mínimas que a água deve atender para que mantenha assegurada a saúde de seus banhistas.​

A norma especifica as condições biológicas, físicas, químicas, físico-químicas, além de outros parâmetros que a água deve atender. Os produtos desinfetantes, por exemplo, devem conter residual de fácil determinação e eficácia no mínimo igual a do cloro livre.​

As piscinas, em especial as de uso coletivo, estão constantemente expostas a contaminações. Elas são provenientes não só do meio em que estão, mas também dos seus usuários.

 

Algumas formas de contaminação ​

Nas piscinas cobertas, como já citado anteriormente, parte da contaminação é proveniente dos banhistas. Ela é feita por práticas como a natação que eliminam uma quantidade exorbitante de bactérias quando realizada. Além disso, pela própria saliva, juntas elas podem ocasionar diversos tipos de infecção como dermatológicas, oculares e respiratórias.​

Tratando de piscinas não cobertas, deve-se considerar também a contaminação advinda de excrementos de animais, agentes potencialmente patogênicos.​

Tendo isso em vista, a análise de água de piscina deve ser realizada num intervalo de 1 mês. A análise de outros parâmetros como pH e cloro, devem ser feitas diariamente. No verão a frequência de limpeza da piscina e os cuidados com relação ao tratamento da sua água devem ser redobrados. Isso se dá em decorrência do aumento do número de usuários e da temperatura, sem contar com o alto consumo de cloro e a proliferação de fungos e bactérias resultantes da alta incidência solar.

 

Cloro

Tratando-se de piscina e limpeza, a primeira coisa que vem na cabeça da maioria das pessoas é a palavra cloro. Mas qual a importância do cloro para a qualidade da água?

Primeiramente, temos que ter em mente que o cloro que medimos ao limpar a piscina é o cloro residual total e não o cloro livre. Mas qual a diferença?

Bom, o cloro livre, como o nome já indica, é o cloro que não está combinado com nenhuma outra matéria. Esse cloro é que vai se ligar as bactérias, fungos, algas e toda matéria orgânica presente na água. Ao se unir a essas substâncias, um processo de oxidação é iniciado, reduzindo, ou até mesmo eliminando essa matéria combinada ao cloro.​

O cloro residual, por sua vez, é a “sobra” da quantidade de cloro utilizada na piscina, menos a quantidade de cloro consumida nas reações de oxidação das matérias orgânicas, além das quantidades volatizadas e eliminadas pelos raios solares.

 

pH

Agora que entendemos o “conceito” por trás do cloro, fica mais fácil entender que quanto mais baixo o nível de cloro combinado, melhor é a qualidade da água.

Outro parâmetro extremamente abordado é o pH, que está diretamente ligado à todas as reações no interior da piscina. O cloro, citado anteriormente, tem uma melhor atuação num pH abaixo de 7, ou seja, de caráter ácido.​

Entretanto, o pH ideal se dá entre 7,2 e 7,8, que é próximo do pH do olho humano. Dessa forma, permitindo não só um bem-estar maior para os usuários, mas também a eficiência dos produtos químicos.

 

Exemplo da importância da análise água em piscinas

No caso da hidroterapia, uma prática alternativa de tratamento de portadores de deficiências físicas e neurológicas, a temperatura da água, nesse caso, deve estar entre 33,5 e 35 °C. O problema está no fato na ampla proliferação de bactérias nessa temperatura e da grande evaporação do cloro.

Tendo em vista o estado já comprometido dos usuários da piscina, é imprescindível assegurar a idealidade da água de forma a evitar possíveis complicações em seus estados. Levando em consideração o fato dessas pessoas estarem diretamente expostas a água durante a hidroterapia.​

Para prover bem-estar a esses indivíduos faz-se o uso de microrganismos indicadores de contaminação fecal, para identificar e monitorar a qualidade. Tal fato pode ser exemplificado pelo estudo feito na piscina de hidroterapia do CESUMAR. ​

Outro estudo foi realizado na cidade de Botucatu-SP, nas águas de piscinas tanto aquecidas como sem aquecimento num clube esportivo. Ele evidencia a importância do constante monitoramento das piscinas por meio de uma análise de água.​

Esse estudo serve de alerta, já que aponta uma contaminação por coliformes totais em todas as amostras das piscinas aquecidas e 38,5% das não aquecidas. Logo, a análise de água é imprescindível para saúde pública, e deve levar em consideração características climáticas e proliferação de microrganismos.

Para saber mais sobre análise de água fique de olho nos outros textos do nosso blog!

 

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Atividades Complementares e os Benefícios da Empresa Júnior

ATIVIDADES COMPLEMENTARES E OS BENEFÍCIOS DA EMPRESA JÚNIOR

Entenda o que são e quais as opções de atividades complementares das faculdades e os benefícios de optar por uma empresa júnior.

 

As atividades complementares são atividades extras obrigatórias à formação dos alunos nos cursos de graduação. Essas atividades, determinadas pelo Conselho Nacional de Educação da Câmara Superior de Educação, têm como objetivo ampliar os horizontes dos alunos fazendo tê-los experiências com a realidade do curso e também iniciação em pesquisa e ensino. Esses trabalhos extras, por vezes realizados fora da faculdade, podem ser:

      • Apresentação/publicação de trabalho em eventos científicos
      • Publicação de trabalho e artigos em revistas técnico-científicas
      • Estágios complementares não-obrigatórios
      • Participação em Empresa Júnior
      • Disciplinas eletivas extras
      • Participação em projetos de extensão
      • Estágios/disciplinas realizados fora do país em convênio com universidades estrangeiras
      • Participação em projetos de ensino
      • Palestras
      • Monitoria
      • Iniciação científica e tecnológica
      • Visitas técnicas comprovadas
      • Curso de língua estrangeira realizado durante a graduação
      • Outros cursos na área realizados durante a graduação
      • Minicursos realizados durante eventos científicos

Conforme os períodos passam na faculdade, é comum os estudantes ficarem preocupados em como preencher o número de horas de atividades complementares requisitadas pelo seu curso. Essa preocupação acompanha também uma dúvida, pois estes por vezes não se identificam com algumas atividades que a eles são apresentadas, seja por gosto pessoal ou por não alinhar-se a seus objetivos profissionais.​

Dessa forma, é importante conhecer-se e identificar suas metas e gostos, alinhando-os com as inúmeras propostas oferecidas seja pela faculdade ou fora dela. Para facilitar a escolha das atividades complementares, pode-se dividi-las em 3 tipos principais: atividades para magistérioatividades para carreira de pesquisa e desenvolvimento científico, e atividades para empreendedorismo.

 

As atividades complementares ideais para cada objetivo profissional

Para aqueles que desejam seguir a carreira de magistério, é interessante optar por monitorias, participação em projetos de ensino e cursos extras que, de alguma forma, contribuam para a formação de um lecionador. Já para os que pretendem seguir a área de pesquisa e desenvolvimento científico, é ideal a confecção de trabalhos e artigos científicos, iniciações científicas e cursos especializados para garantir suas horas complementares e ainda ampliar seu conhecimento.​

Já para os que desejam uma experiência mais parecida com o trabalho em empresas e corporações, o estágio não-obrigatório (que não substitui o obrigatório) e a empresa júnior são grandes opções para se desenvolver traços como liderança, trabalho em equipe e espírito empreendedor. A aqueles que não possuem um objetivo profissional alinhado ou estão indecisos, é válido começar por atividades mais simples como palestras e workshops, que inclusive o ajudarão a descobrir-se no meio acadêmico.

 

Empresa Júnior: uma opção versátil e de benefícios duradouros

Empresa Júnior é uma empresa sem fins lucrativos, formada exclusivamente por alunos do ensino superior ou técnico, regulamentada pela lei 13.267/16. Seus principais objetivos são desenvolver seus membrosoferecer serviços de qualidade e impactar a sociedade. Essas organizações atuam em geral na prestação de serviços de consultoria, através de uma sinergia interna da empresa e de orientação de professores altamente qualificados.

​As empresas juniores (ou simplesmente EJs) surgiram em 1967 em Paris, na França, quando alunos da ESSEC – L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales, em Paris, sentiram a necessidade de conhecer seu futuro mercado de trabalho e as ferramentas de atuação no mesmo. Desde então, esse movimento espalhou-se pelo mundo e chegou ao Brasil em 1980. Hoje, existem mais de 700 empresas juniores no país e mais de 22.000 empresários juniores.​

Os alunos da faculdade, geralmente presos à rotina de aulas, possuem através da EJ a chance de desenvolver competências pessoais e profissionais. Isto pode ser feito de diversas formas, seja liderando equipesexecutando projetos ou desenvolvendo-se tecnicamente. Dentro da empresa, você pode desenvolver inteligência emocional e estratégica, além de aprender como funciona na prática a execução e o planejamento de projetos e o dia-a-dia de um negócio. Com esse aprendizado, fica muito mais fácil ser um empreendedor capaz de impactar e transformar a sociedade.

 

As vantagens das EJs para a sociedade

As EJs estão inseridas no terceiro setor da economia, por não possuírem fins lucrativos e por pertencerem ao setor privado. Por conta de não ter como finalidade a obtenção de lucro, as empresas juniores são capazes de oferecer serviços a um custo abaixo do mercado, tendo geralmente como clientes as micro e pequenas empresas que necessitam de serviços a preços baixos.​

As EJs, além de desenvolverem o empreendedorismo nas regiões em que se inserem, possuem uma grande contribuição no desenvolvimento empresarial e econômico do país, principalmente dos jovens. O resultado excelente dos serviços vem do acompanhamento e orientação de um professor da respectiva área do conhecimento, e é por isso que as EJs tem sido cada vez mais procuradas hoje em dia.

Brasil Júnior: união, empreendedorismo e disseminação de conhecimento

Brasil Júnior, criada em 2003, é a confederação brasileira de empresas juniores. A partir dela, obteve-se a união das EJs de todo o país, de forma a unificar regras, estabelecer diretrizes a serem seguidas pelas federações estaduais e criar um movimento de união e de fluxo intenso de conhecimento.

 

Agora que você conhece um pouco mais sobre atividades complementares e empresas juniores, que tal se juntar a essa causa? Para saber mais sobre atividades complementares e empresas juniores, dê uma olhada nos seguintes textos:​

​Empresas Juniores – Universidade Federal Fluminense

​Conheça o MEJ – Brasil Júnior

 

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Game Of Thrones: A Arte da Liderança

GAME OF THRONES: A ARTE DA LIDERANÇA

As empresas têm investido cada vez mais em estratégias para preparar os seus futuros líderes e para identificar o seu perfil de liderança, para que eles sejam capazes de conduzir da melhor forma possível a empresa.

 

Trazendo essa perspectiva para o popular seriado britânico, Game of Thrones, na batalha pelo trono de ferro dos Sete Reinos podemos observar a competição por esse cobiçado posto pelos diferentes perfis de líder. Cada um demonstra as diferentes maneiras de se conduzir um reino (ou no caso uma empresa) e como este perfil impacta diretamente na trajetória que o mesmo terá. Mostraremos mais a seguir sobre esses perfis e seus impactos.

 

Principais tipos de liderança ​

Carismático

A princípio, você pode estar se perguntando “qual a importância do carisma para um líder?“. Para responder essa pergunta, podemos dizer que o relacionamento interpessoal é uma das chaves para se tornar um líder de sucesso.

​Um chefe carismático é aquele modelo a ser seguido, ou seja, que lidera por admiração, dando o exemplo e que inspira os demais a sua volta.

Uma das características mais marcantes desse tipo é o seu aspecto comunicador, com sua persuasão natural, sabem usar as palavras para conseguirem alcançar suas metas e objetivos, unindo toda a equipe, muito também pela personalidade atrativa que possuem.​

Além disso, sabem ouvir os membros, buscando compreender suas necessidades. Junto a isso, temos a sua habilidade motivadora, sendo altamente entusiasmados, têm facilidade em conversar com a equipe.

​Nada como um dos principais e mais aclamadas personagens dessa série para representar esse estilo: Daenerys Targaryen – mãe dos dragões, nascida do fogo, libertadora dos escravos… e todos os outros nomes que vocês devem conhecer.​

Uma das preferidas para conquistar o trono de ferro, apesar do seu direito natural para esse feito, foi a que melhor usou sua trajetória para se firmar como uma excepcional liderança, num cenário desfavorável para mulheres.​

Construiu sua imagem por meio da sua luta pelo fim do regime escravocrata, onde conquistou admiração e respeito de seus seguidores, garantindo a justiça de todos.

 

Democrático

Consegue envolver toda a equipe nas tomadas de decisão. Sabe dividir as responsabilidades e a tarefa de liderança com os demais membros, atingindo um alto nível de produtividade.​

É o tipo de líder que sabe ouvir, compreende a importância dos feedbacks frente às decisões que deve tomar e entende o que deve ser feito para alcançar as metas.​

Um aspecto positivo de dar ouvidos é que proporciona a criação do sentimento de “dono da empresa”. O incentivo que ele dá e a boa comunicação que possui gera admiração e faz com que a equipe se una.

​Entretanto, deve saber equilibrar a abertura para diálogo com a objetividade relacionada às metas.​

Como exemplo temos um dos mais queridos personagens da série Jon Snow, um personagem admirado e respeitado por todos. Com uma conduta extremamente ética, sempre fundamentando suas decisões.​

“Qualquer tolo com sorte pode nascer em meio ao poder, mas conquistá-lo para si dá trabalho.”, o caminho até a liderança é longo, e Jon conseguiu se tornar um líder admirado não só pelas suas habilidades de combate e por suas tomadas de decisão, mas por ser um líder que conseguiu envolver grupos distintos, formando uma aliança entre o seu povo e os selvagens.

 

Autoritário

Líderes autoritários tendem a valorizar demais a hierarquia e são comprometidos com os resultados e metas. Entretanto, costumam ver seus funcionários como números, deixando de lado o fator humano, não aceitando críticas e impondo suas convicções.

​É o tipo de profissional que provoca mais medo que admiração, já que não busca auxiliar os seus funcionários e sim apontar falhas, muitas vezes trabalhando por meio da opressão.

​É um estilo que tende a desaparecer, já que gera um sentimento de insatisfação na empresa, visto que os funcionários são tratados como máquinas. Além disso, resulta em pouca identificação e uma grande rotatividade dos membros, prejudicando a competitividade da empresa no mercado.​

Um clássico exemplo desse tipo de liderança pode ser encontrado num polêmico personagem da série: Joffrey Baratheon. Que em suas aparições na série demonstrou não só o seu requinte de crueldade, mas também todo autoritarismo que uma pessoa pode impor.​

Dentre os melhores ensinamentos dessa série podemos tirar uma das frases proferidas a Joffrey, “Qualquer homem que precisa dizer “eu sou o rei”, não é um verdadeiro rei.”. Que demonstra que os líderes vêm da vontade da maioria, e não por aqueles que se intitulam líderes e impõe seus desejos.[ALERTA DE SPOILER] Ele aprendeu isso da pior forma. (risus)

 

Sistemático

Tipo de pessoa que gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira, de forma extremamente metódica e sistemática.

​Por muitas vezes, por ser muito perfeccionista, fica preso a pequenos detalhes e não transmite confiança na capacidade da equipe de realizar as tarefas exigidas da melhor maneira possível.​

Apresenta muita dificuldade no quesito inovação, já que possui um estilo que não dá espaço para a equipe desenvolver sua criatividade e improvisar frente aos desafios impostos pela empresa.​

Para representar esse estilo temos Petyr Baelish, popularmente, conhecido como Mindinho.

​Vindo de uma casa pequena, passou toda a sua vida em busca de poder e status tentando ascender socialmente. Para isso, se mostrou uma pessoa extremamente sistemática e calculista em seus planos. Ele sabe exatamente o que precisa ser feito para chegar onde deseja.

 

Liberal ​

Concede liberdade para que sua equipe desenvolva suas funções sem uma interferência direta, ou seja, é um líder que não se manifesta muito, deixa as decisões bem abertas. Dando espaço, dessa forma, para os membros criarem e desenvolverem ideias.

Não se impõe frente aos demais, já que entende que seu grupo tem maturidade para realizar as tarefas e não necessita de constantes supervisões. Apesar de ser uma forma de demonstrar confiança nos demais funcionários e de dar autonomia a eles, por vezes pode trazer falta de confiança dos membros no líder pelo mesmo não se mostrar tão presente.​

Tende a ser eficaz num círculo de pessoas capacitadas, que só precisam de um direcionamento.

Um grande exemplo desse estilo pode ser visto em Robert Baratheon. Que durante o seu reinado, teve um papel muito mais figurativo do que propriamente de um rei. Dando total liberdade para que seu conselho assumisse o controle do reino.​

É um modelo que demonstra todo o cuidado que esse tipo de líder deve ter para que as coisas não fujam do controle e se tornem desastrosas.

 

Afetivo ​

A prioridade está nas pessoas e não nos trabalhos e metas que acabam ficando de lado. Consegue criar um excelente ambiente de trabalho, com uma grande interação entre todos os funcionários, já que acredita que o bom desempenho está diretamente atrelado ao clima de trabalho.​

Por estar sempre motivando, auxiliando e tentando evitar ao máximo os confrontos, pode acabar sendo tolerante a determinadas condutas e não dar o devido direcionamento que os membros precisam. Deve buscar seguir um padrão de avaliação para não cair no favoritismo.

​Representado na série por Robb Stark, que quando proclamado rei do norte conseguiu criar harmonia num período crítico de conflito.​

Demonstrando que “O poder reside onde os homens acreditam que ele está. É um truque, como uma sombra na parede.”. Quando ganhou a confiança dos vassalos e conseguiu uni-los sob seu comando, rumando ao mesmo objetivo.

 

Meritocrático ​

Possui todas as suas decisões fundamentadas na meritocracia, ou seja, sua gestão baseia-se no desempenho do grupo. Dessa forma, ele espelha suas escolhas em cima de fatos, tirando a subjetividade da tomada de decisão.

​Esse tipo de chefe monitora os seus subordinados e avalia suas performances por meio de indicadores e metas. O que evita o sentimento de injustiça dentro da empresa e gera confiança nas avaliações.

​Sendo assim, gera o reconhecimento dos funcionários, onde os que possuem um bom desempenho são valorizados e os demais recebem um monitoramento e uma atenção especial. É importante esse estilo de líder saber separar a ideia de punição para aqueles que não atingem suas metas, de modo a não gerar desmotivação.​

É uma das maneiras mais justas de se conduzir uma equipe, contemplando os membros mais competentes, favorecendo a produtividade individual e do grupo.​

Tudo começou com a história de um dos personagens mais adorados: Eddard Stark. Carinhosamente chamado de Ned, ele sempre foi conhecido como uma das pessoas mais justas e leais dos Sete Reinos, ao assumir o cargo de mão do rei (principal conselheiro do rei e executor de seus comandos) não se mostrou diferente.​

“O homem que dita a sentença deve brandir a espada“, Ned nunca fugiu de seu posto quando preciso, sempre esteve presente nas principais tomadas de decisão e foi justo com aqueles que mereciam.

 

Como ser um bom líder?

Você realmente sabe como ser um bom líder? Ser um bom líder vai muito além de obter bons resultados ao final do mês. O líder é o encarregado de comandar e guiar a equipe, mas para isso é necessário que ele domine algumas habilidades.

​“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”. (Abraham Lincoln)

 

    •  
Lidere pelo exemplo
    • O líder está constantemente sendo observado, por isso deve ser um exemplo de excelência para todos ao seu redor.​

      Sendo o mais visado da equipe, ele não pode desviar de suas responsabilidades. Logo, não pode exigir dos outros aquilo que ele mesmo não faz.​

      Postura, atitudes diárias, responsabilidade apresentadas são o que fazem com que ele seja admirado e consiga exercer bem a sua função ajudando a sua equipe a se desenvolver.​

      Tal fato ganha vida numa das frases mais famosas dessa série “Um Lannister sempre paga suas dívidas”. Aquele que não cumpre com suas responsabilidades perde credibilidade, as palavras são armas poderosas e devem ser proferidas com sabedoria.

 

Honestidade
    • A admiração é uma das marcas de uma boa liderança. Para que isso ocorra, o líder deve liderar pelo exemplo, começando pela sua transparência.

      ​A transparência é a base para um relacionamento de confiança, informações vagas e incompletas abrem espaço para rumores, minando o convívio entre a equipe, afetando diretamente o seu desempenho.

      ​Chefes mais honestos e abertos facilitam o trabalho dentro da empresa. Sendo assim, os funcionários também devem ser incentivados a serem transparentes, para melhorar não só o ambiente de trabalho mas também os resultados.​

      A transparência é imortalizada numa das frases mais impactantes de Tyrion Lannister, no primeiro livro da série Nunca esqueça quem você é, o resto do mundo não vai esquecer. Vista isso como armadura, e isso nunca poderá ser usado para o machucar”. Ela mostra que a honestidade não só com os outros mas consigo mesmo é o primeiro passo para uma relacionamento de confiança.

 

Comunicação
    • A comunicação pode ser o divisor de águas entre a reprovação e o sucesso na liderança de uma equipe. Porém, essa habilidade vai muito além da competência de se comunicar facilmente com as pessoas.

      ​Para obter êxito nessa função, além de saber se relacionar com qualquer tipo de pessoas, desde colegas de trabalho a clientes, o bom líder deve estar sempre acessível, além de saber ouvir e filtrar comentários.​

      Ele deve não só garantir que as tarefas estejam sendo cumpridas, mas ser um agente motivador, buscando sempre mais da sua equipe com sua capacidade de persuasão.​

      Game of Thrones possui diversos ensinamentos sobre liderança e não poderia ser diferente com esse tópico. “Um líder deve aprender que palavras conquistam coisas que muitas espadas não conseguem”, realçando que a comunicação assume um papel crucial na luta para o sucesso e que a palavra é na verdade uma poderosa arma.

Incentive
    • Incentive no lugar de comandar. Aquele chefe que só dá ordens é a representação de um chefe autoritário, que não consegue unir o seu grupo. Ao incentivar, você não só melhora o ambiente de trabalho, mas também aumenta a satisfação e produtividade dos membros.

      ​Além disso, delegar tarefas é essencial. Todo bom líder sabe da importância de se confiar na sua equipe, o que aumenta a confiança da equipe no chefe e neles mesmos, gerando uma relação de confiança mútua.​

      Trazendo para a realidade de Game of Thrones podemos entender isso como um “não se acomode”, até porque o inverno está chegando. Logo, isso indica que toda equipe precisa estar motivada e preparada para enfrentar as adversidades do inverno.

      “A mente precisa de livros assim como a espada precisa da pedra de amolar para ficar afiada”, incentive e prepare sua equipe com o que ela necessita (quer melhor incentivo que um bando de caminhantes brancos vindo na sua direção?).

Desafiar a equipe ​
    • Como já vimos, o líder deve transmitir confiança para os membros da equipe. Eles devem conhecer os problemas da empresa em que trabalham e o perfil de cada funcionário, para saber como explorar a capacidade de cada um deles.​

      Mais precisamente eles devem desafiar a equipe a pensar, a buscar sempre mais, sabendo exatamente o que cada indivíduo pode produzir dentro da empresa. Ou seja, devem fazer com que seus assessores se sintam confortáveis para evoluir.​

      Grandes líderes surgem em períodos de crise. Materializado pela fala “O caos não é uma cova, é uma escada”, a série nos ensina, que aqueles que não temem sair de sua zona de conforto, tendem a fortalecer a sua imagem e ganhar, mesmo em tempos de caos.

 

Dê feedback ​
    • Quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido? Um líder que dá feedbacks, motivando e elogiando seu grupo, auxilia no bom desempenho da equipe e consolida-se em sua função.

      ​Até mesmo por meio de feedbacks construtivos, ele se mostra uma pessoa interessada e preocupada com aqueles ao seu redor.

      ​Além disso, saber ouvir é essencial porque também indica que se preocupa com os membros e que confia neles.

      ​Como diria Syrio Forel para Arya “Cada contusão é uma lição. Cada lição nos faz melhor”. Mais precisamente essa frase nos mostra que estamos num constante processo de aprendizado e que sejam contusões, críticas ou elogios, eles serão sempre bem-vindos.

 

Lidere pessoas ​
    • Perceber que você está lidando com pessoas é essencial para todo chefe. Pode até parecer a mesma coisa num primeiro momento, mas gestão e liderança são coisas bem diferentes. Deve-se gerenciar coisas e liderar pessoas.

      ​Os funcionários não devem ser vistos apenas como números, metas do final do mês, antes de tudo eles são pessoas, sendo assim, o relacionamento deve ser pautado com base na confiança.​

      Para finalizar com chave de ouro, temos aqui um dos ensinamentos deixados por Tywin Lannister É o nome de família que perdura. É tudo o que permanece. Não é sua glória pessoal, não é a sua honra… mas a família”.​

      Essa frase nos mostra que no final o que importa é a empresa, são as pessoas. Independente dos números conquistados por você no final do mês, isso não é o mais importante.​

      E aí, gostou do texto?

      Fique ligado no conteúdo do nosso blog para saber mais!

 

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Harry Potter e os Arquétipos

HARRY POTTER E OS ARQUÉTIPOS

Você sabe em qual arquétipo se encaixa melhor? Quais os arquétipos dos membros da sua empresa?

 

O que são os arquétipos?

Antes de tudo vamos entender o que significa a palavra arquétipos: do grego arché, que significa “principal” ou “princípio” e tipós que quer dizer “impressão”, “marca”. Juntas, formam essa palavra que tem sentido de primeira impressão sobre algo. Esse algo, de acordo com o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), são “imagens primordiais” que existem desde o princípio, e são herdadas e comuns à todos os seres humanos.​

Essas imagens e sentimentos, armazenadas no inconsciente coletivo, representam motivações humanas fundamentais, e nos ajudam a satisfazer algumas necessidades nossas, por exemplo, a de realização, pertença, independência e estabilidade. Estando, então, relacionadas com traços de nossas personalidades.

 

Perfil Empresarial ​

Há diversos tipos de arquétipos, com diferentes valores, mas aqui veremos 16 tipos relacionados ao perfil empresarial. A plataforma Biz.u utiliza desses arquétipos com o intuito de selecionar da melhor forma possível o perfil do profissional com o da empresa. Dessa forma, não é avaliado somente se o conhecimento do candidato se encaixa com a necessidade da empresa, mas também se a personalidade dele combina com a cultura do ambiente de trabalho.

​Cada pessoa possui uma combinação de arquétipos que constituem a sua personalidade, podendo ter algum com maior destaque. Que fique claro, todos os tipos possuem suas forças e fraquezas, e um não é necessariamente melhor que o outro, mas sim se encaixa melhor em determinada atividade.​

Como dito anteriormente, esses arquétipos estão presentes no nosso inconsciente, independente de quem somos e onde vivemos. Esse fato se torna claro ao observarmos os personagens das diversas histórias, mitos e lendas existentes mundo afora. Até mesmo as crianças conseguem identificar os arquétipos presentes nos contos, como o Herói, o Fora da Lei, o Sábio, dentre outros.

Por essa razão, apresentaremos os tipos de arquétipos profissionais conectando-os com a saga mundialmente famosa saga do Harry Potter.

 

Coração do Grupo ​

É o motivacional, aquele membro da equipe que mesmo não sendo o líder está lá por todos, pronto para ouvir e ajudar. Faz a sua parte, sem querer aparecer, mas espera pelo menos um reconhecimento. Por ser sensível não se dá bem com críticas, e evita conflitos ao máximo, muitas vezes colocando as necessidades de outros a frente das suas ou influenciando os demais a tolerar uma situação desconfortável em vez de mudá-la.

É reservado e prefere continuar na sua zona de conforto, mas ainda assim daria um jeito de ajudar a quem precisa, pois valoriza as relações humanas. Vive o presente, é organizado e eficaz, principalmente para realizar tarefas para auxiliar o outro.​

Assim é o Neville, muitas vezes assustado com as situações, mas na hora que seus amigos precisam, os ajuda da melhor forma. Seja dando conselhos, soluções – ajudando o Harry na 2ª Tarefa do Torneio Tribruxo, com a planta para ele respirar debaixo d’água – e principalmente grandes discursos motivacionais – nos últimos momentos da saga, quando a esperança de todos tinha acabado junto com a “morte” do Harry, o bruxo enfrenta até o Lorde das Trevas para manter seus amigos motivados.

 

Mobilizador

Possui um dom de lidar com as pessoas, sempre simpático e generoso, proporciona um clima leve e familiar no ambiente de trabalho. Se preocupa com o lado humano das questões, nutrindo seus relacionamentos com cada um sem exigir nada em troca.​

Por isso, na posição de líder, é um ótimo motivador e mantém o clima de trabalho divertido, sendo sempre otimista em relação a tudo. Apesar disso, tem dificuldades para lidar com problemas de desempenho, para dar ordens e expor suas ideias ao grupo. Ainda assim, é sempre solícito e atento às condições de trabalho dos seus colegas, reconhecendo bons desempenhos.​

O Menino-Que-Sobreviveu sempre foi considerado um bruxo com um grande coração, se preocupando com todos, até com os seus inimigos.​

É um ótimo líder em parte, sabendo lidar com as pessoas e ensiná-las a superar suas dificuldades como fez com a Armada de Dumbledore, onde ensinou para os seus amigos como se defender, sempre os incentivando.​

De outro lado, tem dificuldade na hora de dar ordens para o grupo, achando sempre melhor resolver as coisas sozinho, para no caso não por ninguém em risco.

 

Missão Cumprida

É extremamente eficiente, obediente e leal, e como o nome diz, faz o que tem que fazer, por pior que a tarefa pareça ser, não foge das suas responsabilidades. Não gosta de conversar, é quieto, independente e individualista, mas sabe ser a voz calma e firme da razão.

Não teme desafios e crises, está sempre pronto para agir, e quando toma uma decisão pode até passar por cima da opinião dos outros. Apesar disso, tem uma carga de liderança por ser bastante competente, focado, metódico e ter ética. Por fim, desconfia dos colegas se esses o elogiam, e costuma definí-los por suas ações e não aparências.​

Você também pensou no professor Severo Snape? Tenho certeza que sim. Apesar de nem sempre isso ter estado claro, foi um homem de grande ética, fazendo literalmente tudo o que pode para proteger o Harry e permanecer fiel à Dumbledore.​

Sua obediência é de um nível extremamente elevado, tanto que aceita a missão de matar o Diretor da Escola de Magia e Bruxaria, a pedido do próprio, por mais terrível que fosse e de proteger o filho de sua eterna amada. Mas sempre deixando claro que a fama de Harry Potter não significava nada para ele se o mesmo não provasse sua capacidade.

Furacão

Gosta de trabalhar duro, de ação, e fazer com que trabalhem junto com você, por isso é um líder, mas não do tipo manso. É inteligente, confiante e impulsivo, por isso não demonstra ser muito tolerante com as dificuldades do grupo, preocupa-se mais com os resultados.​

Entretanto gosta de enfrentar riscos e aventuras, é criativo, adaptável e costuma resolver problemas rapidamente. E apesar do seu jeito bem sincero, ou até rude, está sempre rodeado de amigos, principalmente dos que compartilham dos mesmos interesses.​

Riscos? Com certeza estamos falando de um dos melhores aurores (agentes especializados em investigar crimes relacionados com as Artes das Trevas) de todos os tempos, Olho-Tonto Moody. Sua aparência repleta de cicatrizes e até um olho postiço já demonstra seu gosto por desafios.​

Na saga ele lidera a arriscada missão de transportar o Potter do mundo dos trouxas para um lugar seguro, sem que os Comensais da Morte e o próprio Voldemort o encontrassem.

 

Mente Brilhante

Um grande estrategista, pensa nos mínimos detalhes antes de tomar uma decisão, já que o que interessa é vencer. Estuda todas as possibilidades e suas eventuais consequências. Não gosta de demonstrar suas emoções, é reservado, distante e preza por prazos. Ainda assim é um bom líder, inteligente, honesto e leal, transmitindo estabilidade para o seu grupo sendo atencioso e prestativo.​

Requer que sua equipe se mantenha dentro das regras e padrões, dessa forma tende a exercer um pouco de controle indireto e não se dar bem com pessoas um tanto quanto agressivas. É prático e por sempre analisar minuciosamente seus planos de ação, apresenta uma enorme dificuldade em reconhecer quando comete erros.​

A diretora da Grifinória é bastante dedicada com seus alunos, pensando sempre bastante antes de tomar alguma decisão para escolher a que parece mais justa. Por isso também exige deles um comportamento dentro das regras.

 

Capitão do Time

Este tem um coração mole, é diplomático, sociável e cativante, sempre atento às necessidades do grupo, por vezes esquecendo das suas. Incentiva a boa relação do time, sempre carinhoso e atencioso, preferindo dar bons exemplos à ordens. Gosta de se sentir necessário, mas quando vão contra seus princípios, suas “garras” aparecem.​

Consegue tirar de cada indivíduo o seu melhor e o que esse tem de mais precioso, ainda que às vezes ao aprimorar o talento deste acabe sendo um pouco manipulador. Costuma ser bom na comunicação, convencendo a equipe a cooperar com a sua ideia e sabendo como deixar todos mais à vontade, até para receber uma notícia ruim.

Como uma boa mãe, Molly Weasley apresenta essas características. Em todos os momentos da saga, principalmente na batalha final, acolhe a todos como se fossem seus próprios filhos. Com sua personalidade forte faz o que pode para proteger à todos.​

Entretanto, se as coisas não saem como deseja, não pensa duas vezes antes de mandar um “berrador” (carta que transmite sua mensagem em voz alta) para dar uma bronca no seu filho na frente de toda a escola. Ou então enfrentar uma Comensal da Morte foragida de Azkaban que tentou machucar a sua única filha.

 

Detetive

É do seu feitio ficar isolado com atividades que exigem maior concentração, além de dedicar seu tempo para entender detalhe por detalhe como as coisas funcionam. Sua competência e criatividade o ajudam a criar soluções inovadoras e sua habilidade manual a resolver problemas complexos.​

Por ser metódico, pragmático, fiel e trabalhador, está sempre atento aos fatos, mantém suas tarefas muito bem organizadas, e costuma atingir seus objetivos no final. Usa mais a razão que a emoção, sendo calmo e firme até nos momentos de crise, e se adapta bem com líder e seguidor.​

Faz o que é certo e espera que os outros também façam. E mesmo muitas vezes sendo introvertido e reservado, tem uma coragem tamanha, e uma força de vontade por vezes confundida com teimosia. É capaz de enfrentar grandes obstáculos, e por sua determinação ter sucesso neles.​

É Hermione, das bruxas da sua idade você é a mais inteligente que nós já conhecemos. Sem dúvidas é a pessoa mais dedicada da saga no quesito estudo, com suas notas exemplares e uma resposta para tudo, a bruxa estava sempre lendo um livro, fazendo um trabalho ou voltando no tempo para poder assistir uma aula à mais.​

E o que seria do Harry e do Rony sem ela? A srta. Granger sempre sabia como sair de uma situação, o jeito certo de fazer as coisas, e suas habilidades foram essenciais tanto para fazer poções polissucos (para ter aparência de alguém copiada) quanto para se esconder enquanto buscavam as Horcruxes no final da saga.​

“É LeviÔsa, não LeviosÁ”

Xerife

Por ser tão decidido, autoritário e de temperamento forte, não gosta de incertezas e inseguranças. Tem uma visão clara de como as coisas devem ser feitas, por isso traça objetivos e tem confiança no seu sucesso. Franco, direto e focado em solucionar problemas, sendo bom em aplicar procedimentos e definir políticas.​

Contudo, é dedicado aos seus compromissos e busca ser justo. Sente-se responsável por tudo, querendo manter sempre o controle, o que dificulta o trabalho em grupo, já que acredita ser melhor fazer ele mesmo a tarefa do que delegá-la a alguém. Busca ser o mais eficiente possível, dando o seu máximo para cumprir as metas pessoais e da empresa, e sente necessidade de um reconhecimento por isso.​

Ainda que pelos motivos errados, não podemos negar a dedicação de Bellatrix Lestrange em realizar as mais diversas tarefas para o seu lado da luta. A Comensal da Morte por vezes se irritou com aqueles que demonstravam estar “em cima do muro” e não mediu esforços, fazendo de tudo para ganhar o reconhecimento d’Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado.

 

Espírito Livre

Uma pessoa fácil de lidar, tranquila, não gosta de conflitos, criativa e diplomática. Por ser introvertida, pensadora livre e viajar nos pensamentos, prefere trabalhar sozinha e encontrar soluções originais dentro da própria mente do que discutí-las em grupo. É bastante observadora, examinando todos a seu redor e seus comportamentos.​

Tende a ser um pouco difícil compreender sua personalidade, mas é gentil e dedicada. E, apesar de ser mente aberta e gostar de aprender cada vez mais, prefere estar envolvida em projetos pessoais, e guardar para si suas convicções mais íntimas. Pode muitas vezes parecer um pouco enrolada, mas no final sempre consegue cumprir com seus objetivos, exigindo por vezes bastante de si mesma.

Luna Lovegood é, certamente, essa pessoa. Parece estar sempre com a mente em outro lugar, sendo difícil entendê-la já que literalmente enxerga coisas que ninguém mais vê. Sua tranquilidade é incontestável, até nos momentos mais improváveis, em contrapartida se dedica fortemente pelo bem comum e pelos seus amigos, quando se faz necessário.

 

Humanitário

A preocupação dessa pessoa com o bem estar de todos faz com que seja inspiradora para os que convivem com ela. Prestativa, bem humorada, comunicativa, sempre buscando ajudar os outros, beneficiar o grupo como um todo, e valorizar a autonomia de cada um. Usa de sua simpatia para alcançar os seus objetivos, confiando na sua capacidade de improvisar para se sair bem.​

Sua criatividade, espontaneidade e otimismo contagiam a equipe. É cheio de ideias e gosta de tarefas desafiadoras, que necessitem de toda sua imaginação para encontrar soluções, e que sejam oportunidades de causar uma boa impressão. Pode ser otimista demais e não sabe dizer “não”, acabando sobrecarregado.​

O Campeão escolhido para representar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts no Torneio Tribruxo, Cedrico Diggory, mostrou-se sempre muito carismático, otimista e aceito pelos demais alunos. Apesar da competição, ele se mostrou muito solícito aos outros competidores, principalmente ao Harry, dando inclusive dicas sobre uma das tarefas do torneio.

Protetor Místico

Quando é para proteger as pessoas, valores e ideias que mais gosta, não mede esforços para tal. Sempre atencioso, paciente e disposto a ajudar a quem mais precisa, sendo um líder firme nos seus pensamentos e em busca do bem comum. Mas na hora da prática prefere agir sozinho, tendo uma personalidade complexa e introvertida.​

Confia muito na sua própria intuição, por ser muito sensitivo, profundo e original. Demonstra paixão no trabalho, mas prefere áreas especializadas, não sendo fã de mudanças, prefere o planejado.​

O professor Lupin, quando pequeno foi mordido por um Lobisomem, o que fez dele desde pequeno uma pessoa reservada e planejada, ciente dos perigos das mudanças na sua vida, principalmente nas noites de Lua Cheia, onde procurava sempre manter-se retirado.​

Mesmo assim, foi um ótimo professor, ensinando aos seus alunos como se defender, sempre com muita paciência. Além disso foi um amigo muito fiel, se comprometendo a proteger o filho do seu melhor amigo, o Harry.

 

Estrela Guia

Como líder é carismático, popular, extrovertido, bastante comunicativo e por vezes persuasivo. Tem uma ótima energia e otimismo que contagia a todos, incentivando-os a darem o seu melhor e aproveitarem todas as oportunidades. Por causa das características citadas, consegue promover suas ideias e transmiti-las aos demais.​

Por isso também constrói um ambiente de harmonia ao seu redor, estando sempre atento aos desejos e as necessidades dos outros, e se preocupando com o emocional delas. Entretanto, tem problemas para gerenciar o tempo já que se distrai interagindo com os outros durante as atividades. Seu ponto de maior destaque está nas reuniões, comitês e conferências, onde se comunica muito bem. Além disso, gosta muito de elogios e aceita bem as críticas.​

O bruxo curioso e descontraído, que admira o mundo dos trouxas, Arthur Weasley. Seu carisma conquista a todos, sempre atento às necessidades daqueles que o cercam, fazendo de tudo para lutar pelo bem.

Alpinista

É criativo, muito talentoso e tem habilidade para solucionar diversos problemas que aparecem. Entretanto é extremamente competitivo, e quando tem um objetivo alcança ele de todos os jeitos e com todos os esforços. Assim, acaba sendo muito individualista e não se contentando com nada além do melhor e do primeiro lugar.

​Está sempre buscando oportunidades para testar e desenvolver suas capacidades, gosta de tarefas difíceis e de situações complicadas, mas também de posições importantes e de responsabilidades que inflam o seu ego.

Apesar de ser um líder confiável, pois traça uma meta para atingí-la aperfeiçoando aos seus colegas e a si mesmo, sua auto confiança é tanta que pode ser confundida com arrogância. Muitas vezes é realmente impaciente com os outros que não pensam da mesma forma que ele. É também um pouco teimoso e crítico demais, focando em coisas sem importância, sendo necessário deixar o orgulho de lado para alcançar as coisas mais importantes.

Quem poderia ser mais competitivo que Draco Malfoy? Desde o primeiro dia de aula Draco implica com Harry, Rony e Hermione, querendo sempre ser o melhor, não medindo esforços para tal. Além disso aceita tarefas bastante desafiadoras, para ajudar o seu lado da luta.

 

Empreendedor

É uma pessoa de grande energia, faz as coisas rapidamente sabendo lidar com uma carga grande de trabalho. É dinâmico, confiante e tem vontade de marcar o mundo, inspirando os outros a fazerem o mesmo. Muito competente e esforçado, inovador e coerente, capaz de gerenciar muito bem o tempo realizando diversos projetos e resolvendo problemas complexos.​

Apesar de ser independente é diplomático, cordial e funciona bem em equipe pois gosta de diálogo, de troca de ideias. Como líder é também confiável, gosta de estar no comando, entretanto bota muita expectativa nos outros e muitas vezes pode parecer insensível ou antipático ao ignorar os sentimentos dos outros. Tem ambição, quer sempre ser o melhor em tudo que faz e para isso faz o que for preciso. Procura sempre estar como uma boa gama de conhecimento e passa uma imagem de muito segurança.​

O respeitado Diretor de Hogwarts é um grande líder, bastante diplomático, sabendo conversar com as pessoas. Ele é um bruxo poderoso e sabe o que tem que fazer para resolver os problemas, muitas vezes tomando decisões que não são agradáveis à todos, mas que são necessárias.

Cientista

Como muitos, gosta de solucionar problemas mas a diferença é que antes de concluir uma solução gosta de analisar todas as possibilidades, o que pode causar uma demora maior na conclusão de algum problema. Como esperado é curioso, criativo e gosta de ter liberdade para explorar e experimentar até achar uma solução que o agrade.​

Tem um pensamento original, é observador e analítico, enxergando facilmente as contradições e as falhas no discurso dos outros. Valoriza um modo de falar e pensar com precisão, o que não é bem visto pela maioria das pessoas. Tem mais dificuldade para decidir coisas importantes, é bom com mudanças e tem habilidade para planejamento estratégico, sendo autoconfiante e independente.​

A caçula dos Weasley ao longo da sua trajetória na saga se mostra cada vez mais independente e decidida. Gina é bastante inteligente, se esforça para solucionar os problemas junto com os outros alunos, se arrisca sendo capitã do time de Quadribol e demonstra grande poder ao enfrentar todos os desafios.

 

Explorador

Essa pessoa tem muita energia, é criativo, independente e gosto de viver de acordo com suas próprias regras, conhecendo e aprendendo novas coisas e pessoas. Seu jeito de pensar é diferente, sendo inovador e engenhoso para resolver as situações. É empreendedor pois tem preferência pelas coisas novas, pela mudança, e tem problema com coisas que o aprisionem ou limitem a sua liberdade.​

Sua comunicação em debate é um ponto forte, tendo habilidade de encontrar as melhores formas de justificar suas ideias e de fazer com que prevaleçam. Por outro lado não é bom com rotina já que tem o hábito de mudar, sempre de olho nos próximos desafios, esquecendo de concluir os atuais.​

Os gêmeos Fred e Jorge Weasley são os grandes exploradores da saga. Desde cedo demonstram não gostar da rotina de estudos e possuir uma visão diferente sobre as coisas e as regras. Procurando sempre algo novo para fazer e para desafiar os colegas, formas de escapar da escola, e chegam até a abrir um negócio próprio, sempre convencendo as pessoas de suas ideias.

E aí, curtiu o texto?

Conseguiu identificar quais arquétipos melhor se encaixam no perfil da sua empresa?

Confira outros textos que podem acrescentar ainda mais na sua empresa:

 

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Entrevista Exclusiva com Sandro Gomes da Cerveja Dead Dog

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM SANDRO GOMES DA CERVEJA DEAD DOG

Foto: Funkoandbeer

Podemos perceber pelos últimos posts do nosso blog que investir no ramo de cervejas, em especial no de cervejas artesanais, não é uma tarefa simples.

Por isso, hoje estaremos mostrando um pouco mais essa realidade por meio de uma entrevista com uma pessoa que entende do ramo: Sandro Gomes, um dos produtores e donos da cerveja Dead Dog. Como já era de se esperar, nos encontramos num bar de cervejas especiais, o OpenBeer, localizado no centro de Niterói.

 

Formação profissional e história com a cerveja

Sandro cursou Astronomia, acabou não concluindo o curso e em seguida estudou Produção Fonográfica. Trabalhou durante um tempo na área de audiovisual para planetários, juntando o que aprendeu nessas duas faculdades. Ele trabalhava no Planetário da Gávea e posteriormente em diversos outros planetários. Após isso fez uma pós-graduação de Divulgação de Ciência e Tecnologia na Fiocruz. Hoje, Sandro tem uma bolsa no Museu de Astronomia e trabalha diretamente com a área da sua pós-graduação, fazendo divulgação de ciência.​

A ideia de produzir cerveja começou como um hobby, no final de 2010 quando Sandro fez um mini-curso de cerveja – uma imersão que dura um dia todo no mundo da cevada, lúpulos e maltes sobre como produzir cerveja. “É um dia do cervejeiro. Em navegação astronômica tem isso também, o dia do navegador astronômico, que simula o dia inteiro as observações astronômicas das 9h da manhã, meio-dia, etc.”, compara Sandro.

 

História do nome da cerveja

Foto: Cecília Marraschi

“O cachorro morreu. (risos)”, brinca Sandro. O Rogério, seu tutor em cerveja, convidou ele, Alberto e alguns amigos para ir em sua casa fazer cerveja lá. Tinha um cachorrinho de rua que vinha andando e morreu em frente à casa. “Não sei se foi atropelado. A gente ligou pra veterinária e ninguém foi, ele ia morrer”. O Rogério, que é do movimento de cerveja do Rio de Janeiro que já existe há 10 anos, começou a incentivar a produção em Niterói com encontros que aconteciam às quartas-feiras num bar no Centro.

“A galera levava um barrilzinho de 20 L de cerveja, Rogério levava o isopor e botavam lá”. A história do cachorro foi parar nesses encontros e conforme eles iam entregando a cerveja no bar, eram reconhecidos pela história. “‘Ah, essa é aquela do cachorro morto?’ Cachorro morto não ia passar né. Mas Dead Dog sim, aí ficou assim”, acrescenta.

 

Motivação

Começou como uma coisa caseira, bem normal no início, mas o ponto em que ele e seu sócio viram que realmente iriam começar a vender foi quando eles perceberam que conseguiram agradar uma galera. Outro ponto importante para esse início foi que eles já sabiam exatamente o público que eles queriam atingir com a cerveja, que era uma galera mais voltada para o rock. Quando conseguiram atingir, viram que tinham um produto com potencial, que a coisa ia dar certo.

Então, assim como a maioria, tudo começou como uma grande diversão entre amigos, a diferença é que eles foram investindo à medida que o espaço foi surgindo. Além disso, apesar de terem diversos tipos de cerveja no cenário atual, cada uma tem um foco diferente. Assim como a dele está mais focada para a galera do rock, uma coisa mais suburbana, outras marcas fizeram o seu nome focando mais em uma turma da zona sul como a Hocus Pocus, Three Monkeys, 3 Cariocas…​

O bom é que toda essa galera das cervejas se conhece, apesar de terem focos diferentes costumavam fazer reuniões toda segunda num bar no centro do rio, para discutir o rumo das coisas, como eles estavam. Além disso, tem uma certa união entre eles, sempre juntos nos eventos e se ajudando.

A galera que produz cerveja começa a ter uma outra visão: “O que se passou pela cabeça do cara quando ele fez essa daqui? (…) Que malte ele usou? Que lúpulo é esse? Que técnica ele usou?” A questão não é apenas sensorial, vai também da história e motivação da pessoa para produzir a cerveja. “Isso é bem bacana”, complementa.

 

Surgimento da ideia de entrar no mercado

Tudo começou quando Sandro fez o curso de cerveja sozinho: foi dali que surgiu a ideia. Então, ele decidiu se juntar ao seu amigo Alberto para começarem a produzir. “A gente começou a experimentar (…) fazendo sem muito planejamento, como a maioria faz”, explica. O resultado foi uma cerveja que os agradou bastante. Eles fizeram, então, um teste inicial com algumas pessoas, que também aprovaram. Agora, a maior preocupação era em conseguir repetir a receita. “Esse é o grande barato né, você conseguir fazer de novo”, comenta Sandro.​

Quando tentaram de novo, não deu muito certo. “A gente viu que não sai igual até você ajustar tudo, então começamos a acertar todas as coisas”, conta. Quando testaram novamente com seus amigos e conhecidos, acharam o sabor muito extremo e forte. A saída foi reduzir gradativamente esse sabor até chegar numa cerveja que agradasse a todos: “Uma cerveja que não é o que mais se vê por aí, mas que também não é uma coisa muito extrema”.

 

Passagem da produção caseira para produção profissional

O aumento da escala de produção não foi uma escolha: simplesmente teve que acontecer. A demanda que surgia precisava ser atendida. Sendo assim, em 2014 Sandro e Alberto começaram a buscar por fábricas onde pudessem realizar uma produção maior. “Fomos a uma fábrica ali em Jacarepaguá e aí o cara falou o seguinte: ‘olha só, quando a cerveja estiver pronta, ela vai sair todinha do tanque e vai pra onde?’ ‘Não sei’. Eu não sabia como guardava e achava que deixava lá.”

Assim, eles perceberam que iam precisar de um plano de vendas: definir como, quando e onde as cervejas seriam distribuídas e vendidas. Alberto, então, decidiu abrir uma distribuidora de cervejas. Em um dado momento, já havia uma pequena rede de clientes se formando. “Ele falou: ‘ah, agora se a gente começar já temos pra onde mandar’”. A fábrica de Jacarepaguá exigia uma produção de 1000 L, a qual eles achavam muito grande para começar. “Normalmente é assim, mas a gente achava muito (…) Não tinha tanto bar com chopp assim na época, hoje isso seria mais fácil”.

Sandro e Alberto então identificaram uma oportunidade numa fábrica chamada Cuesta, em Botucatu no interior de São Paulo. “Lá a gente fazia 500 L, é um pouco melhor. O preço era interessante”, comenta. Apesar disso, era complicado trazer a cerveja pro Rio de Janeiro e armazenar, já que eles não possuíam câmara fria própria e não conseguiram alugar. A solução foi guardar o chopp no quartinho de isolamento térmico da peixaria de um amigo, que era onde se guardava gelo: “Ele guardava o gelo em cima dos nossos barris”.

Depois de um problema na última leva de cervejas, decidiram fazer 1000 L na de Jacarepaguá. Logo depois, migraram para uma nova fábrica: “Era uma época que tinha muita gente fazendo, A Hocus Pocus, a 3 Cariocas, a Donna… e aí eles já ‘tavam’ migrando pra Antuérpia, em Juiz de Fora. A gente aproveitou esse movimento e foi pra lá também. Isso tudo aconteceu no decorrer de um ano, foi tudo muito rápido”.

 

Mudanças do mercado até hoje

No primeiro ano de produção eles só produziam chopp e só vendiam em eventos e trucks  pequenos caminhões usados pra transportar e vender bebidas e comidas. Para aumentar seu alcance e diversificar as vendas, era hora de começar a vender para bares. Porém, tinha um pequeno detalhe: eles precisavam ter garrafas para embalar a cerveja. Depois de algumas tentativas com várias fábricas, conseguiram também na Antuérpia esse serviço. “Quando a gente foi pra Antuérpia a gente começou a vender pra bares. Mas aí vende muito pra bar e acaba pros eventos”, explica.

 

Média de produção mensal

A produção da cerveja ainda não foi padronizada por mês. Geralmente a cada produção saem 3000 L de cerveja, sendo que o ciclo de produção demora 20 dias. Dividindo por mês, fica algo em torno de 4500 L. “Da última vez foram 5000 L, que a gente fez essa [Dead Dog] e a outra que é a Massacre. Talvez demore um pouquinho pra produzir de novo. Dessa vez vamos tentar produzir 1000 L de cada porque o chopp acabou antes da garrafa acabar. Tem que tentar acertar as duas coisas, é difícil”, conta.

A cerveja ainda é muito dependente dos eventos. Ela cresce muito após eles serem realizados, mas logo depois ela volta para uma escala menor. Além disso, ela também é muito dependente das publicações. Alguns posts conseguem um bom alcance o que acaba ajudando na divulgação e fidelização dos clientes.

 

Rótulos e estilos

Eles tem a Dead Dog, uma outra cerveja de café e um lançamento que tem uma coloração bem escura, da cor da Coca-cola. “Deu um trabalho pra ficar igual à Coca-cola”, conta. Acabamos dando o nome dela de Massacre, inspirada numa banda de trash metal aqui de Niterói chamada Taurus, que tem uma música com esse nome. A outra ficou sendo a edição especial da Dead Dog com café, e por isso não deram um nome específico.

 

“Dead Dog não é uma fonte de renda, é uma fonte de dor de cabeça, dor na coluna...”

Começar com pouco investimento não é uma tarefa muito fácil, e mesmo a Dead Dog já tendo dois anos e ainda não ser uma fonte de renda, todos os investimentos que eles conseguiram realizar vieram por meio dela. São um dos poucos que tem uma câmara fria própria e um fermentador, tudo graças à sua própria marca. Ou seja, apesar de não estar gerando renda, ela está sendo autossuficiente.

 

Até que ponto o investimento de fora vale a pena

Outras cervejas começaram na mesma, mas com a entrada de um investidor acabaram tomando um rumo diferente. Tendo uma coisa um pouco menor dá para ter uma relação maneira com os clientes, uma relação bem pessoal. Quando o negócio se expande essa relação acaba sendo perdida, então é muito importante ver até que ponto isso vale a pena, até que ponto você está fugindo do ideal que tinha quando tudo começou, do público que queria buscar. Além disso muitas que entram com esse investimento na busca pela expansão acabam quebrando depois.

 

O diferencial da sua cerveja

Foto: Ex-Touro Boutique

Acho que o grande diferencial é estarmos sempre nos eventos, não só como marca mas estarmos lá representando também a marca. A parceria com a galera da comida é muito importante, porque tudo começou nos eventos gastronômicos, tudo isso se deu por meio do incremento da cerveja em determinadas comidas, como por exemplo temos: mostarda feita com cerveja, cebola caramelizada, carne marinada na cerveja, até o bagaço do malte é aproveitado para fazer pão. Eles não investem diretamente nesse tipo de parceria, mas apoiam a iniciativa e estão “ de braços abertos” para essas oportunidades.

 

Planos para o futuro

Uma das partes mais difíceis de falar, porque depende muito da situação econômica. muita coisa depende da reformulação do Simples Nacional – passaria a colocar microempreendedores de bebida artesanal num regime diferenciado de tributação. Com isso, abrir uma pequena fábrica para a fabricação de cerveja pode ser uma realidade, uma coisa que mudaria totalmente o rumo que eles possuem hoje.​

O mais importante é que entrar em grandes redes de mercado está longe de ser o desejado, sempre buscando atender bem os seus fiéis clientes “ (…) amanhã eles fazem por 50% [do preço] e o Thiago (dono do bar, um dos pontos de venda da cerveja) fala que no mercado X tá mais barato do que compra de mim. Prefiro ficar vendendo para o Thiago aqui.”

 

O que você diria para quem pensa em começar a produzir cerveja?

Quando questionado sobre o que diria para quem pensa em começar a produzir cerveja hoje, Sandro brincou: “[Diria] pra pensar em outra coisa.” E completou, explicando que quem está começando hoje em dia vem enfrentando problemas que não existiam quando ele mesmo entrou nesse ramo.


Aqueles que estão iniciando agora, já devem possuir uma estrutura maior, pois raramente começarão produzindo só 1000 L. Há também exigências para os principiantes, como ter os seus próprios barris, sua própria câmara fria, estar distribuindo o produto, ter uma estrutura para eventos, entre outros. “Tudo aquilo que a gente foi conseguindo aos poucos e negociando, virou um padrão, então eles têm que ter.”


Outra dificuldade apontada pelo dono da Dead Dog, é a falta de espaço nas fábricas para a produção cigana. Por exemplo, a Antuérpia, fábrica onde o Sandro e o seu sócio produzem os seus rótulos, não pode atender um novo produtor nem que este tenha todas esses requisitos, porque ela já não tem mais espaço. “As fábricas consideradas legais para isso estão cheias, as que não estão cheias ou são muito caras ou então são fábricas que começaram agora, que você não tem uma referência para saber se a coisa vai dar certo ou não.”

 

“O importante é ter produto”

Para o Sandro o importante é ter produtoNão basta a marca ser notável, o conteúdo não pode deixar a desejar. Deve haver uma preocupação com ele. “Tem marca que pega uma cerveja de linha de uma fábrica e bota marca nela. Essa turma está perdendo espaço, porque vem surgindo muita coisa própria, original, e é isso que mantém o negócio funcionando. (…) Você vê um cara entrando no evento que está participando, com uma Pilsen que é a mesma de um monte de gente. É exatamente igual, do mesmo tanque que ela sai põem o rótulo dele e o de outro. Fica a dúvida: ele tá contribuindo pra esse movimento ou não?”.​

Além do conteúdo da bebida, Sandro se preocupa com a expectativa que a imagem visual da sua cerveja passa. Essa expectativa não pode ser quebrada quando o produto é consumido. “Eu com a minha marca não posso fazer uma cervejinha normal. [Ela] pede uma coisa mais forte. Estou criando uma expectativa pro cara, eu posso até fazer uma Pilsenzinha muito boa, mas não era isso que ele esperava. ‘Têm um cachorro morto aí!'”

Quando eles fizeram a cerveja Massacre em parceria com a banda Taurus, a imagem que o nome da cerveja oferece associada com o estilo da banda foi levada em consideração para decidir o que estaria no conteúdo. “É uma banda de thrash metal. Não é uma coisa fácil de ouvir, e o cara queria uma cerveja que fosse tranquila pra beber. ‘Não! Não é fácil ouvir você tocando, não vai ser fácil beber a cerveja, tem que ser na mesma linha.’”

 

Investimento para novos cervejeiros

Ainda sobre os novos produtores, é preciso ter muito investimento para iniciar, e não só financeiramente, é necessário pensar em tudo. “Tem muita gente entrando pelo dinheiro, porque acha que têm muito envolvido. Realmente têm, você recebe e passa muito dinheiro, então não sobra muito. Mas é uma coisa que atrai.”​

Na época em que eles começaram, o mercado não tinha tanto interesse nas cervejas artesanais, hoje não, quando você fala disso chama a atenção das pessoas. Elas conhecem mais sobre a bebida, têm uma base maior de comparação e mais opções. “Eu lembro que os primeiros eventos tinha eu e o Contrabando (beertruck), um carrinho que ia com a Hocus Pocus, 3 Cariocas, Three Monkeys e mais uma. Só tinha nós dois no evento, não tinha mais ninguém vendendo cerveja. E agora não, você chega no evento e tem uns 15, 16 [beertrucks]. Então você tem que competir legal.”​

Para o Sandro, não basta a cerveja ser muito boa, é preciso que os donos estejam presentes nos eventos. Quando a marca manda uma equipe de funcionários a venda dela claramente cai. Por mais que eles sejam bons, não são os donos. Isso deve ser uma preocupação tanto de quem já produz quanto de quem tá no início. É preciso ter essa conversa com os clientes nos eventos, observar como anda a concorrência. “Nos eventos tem muita gente que diz ‘eu vim aqui só porque sabia que você tava aqui’ e isso é muito legal. A gente não pode perder esses caras, você vai dizer ‘eles são uma minoria’, mas esses caras propagam a coisa. Eles têm um carinho tão grande que dá maneira que eles falam, eles vendem melhor que a gente.

E aí, ficou com vontade de se tornar um mestre cervejeiro? Confira nossa planilha exclusiva de análise de dureza da água para saber o que está faltando para você produzir a melhor cerveja do mundo! Sabendo as características da água que chega em sua casa, fica mais fácil poder adaptá-la aos parâmetros ideais de cada tipo de cerveja e fazer a correção dos sais.

Para entender melhor o mundo dos maltes, lúpulos e grãos, confira abaixo os nossos outros textos sobre cerveja:

Cerveja: A Maior Invenção do Homem

O Mercado da Cerveja

Produção de Cerveja: Etapas, Características e a Química da Cerveja

 

RELACIONADOS:

O Mercado da Cerveja

O MERCADO DA CERVEJA

No país do futebol, do carnaval e onde tudo termina em festa, não é preciso dizer que o consumo de bebidas alcóolicas é significativo. E neste setor, quem se destaca é a Cerveja, com seu mercado tendo participação de 1,6% no PIB nacional em 2014.

 

Confira mais sobre a realidade do mercado cervejeiro no Brasil e no mundo:

-Cenário do Mercado atual

Mais do que uma bebida

-Investimentos

-A Relação: Mulher e Cerveja

-Cerveja Artesanal: “Beba menos, beba melhor.”

-Falsa Explosão

-Produção Cigana

 

Cenário do Mercado Atual

O mercado cervejeiro no Brasil teve um forte crescimento nos últimos anos. Segundo dados da Euromonitor International, o volume de vendas desta bebida no país subiu 17,6% entre 2009 e 2014.

Este mercado ocupa a 3ª posição no ranking mundial de produção de cerveja. Tendo produzido 14,1 bilhões de litros de cerveja em 2014, atrás apenas da China (com 44,9 bilhões de litros) e dos Estados Unidos (com aproximadamente 22,5 bilhões de litros), segundo dados da Kirin Beer University.​

Já no ranking mundial de consumo per capita, o Brasil situava-se na 27ª posição em 2014, com um consumo de 66,9 litros por pessoa.

Apesar da boa posição nos rankings, este mercado deve começar a perder força. A previsão é que de 2014 a 2019 esse ritmo de expansão passe para 7,9%. Um dos motivos para esta queda se dá pela relação clara com a disponibilidade de renda do consumidor.

O cenário atual do país, com inflação elevada, alta no desemprego e nos juros, acarreta na diminuição da parcela de dinheiro que a população costuma designar ao consumo da cerveja. Além da alta no preço do produto, como também consequência da situação financeira do Brasil.

 

Mais do que uma bebida

O mercado cervejeiro é gigante. Sua produção teve início no final do século XIX. De lá pra cá este setor, que engloba diferentes setores da economia brasileira, vem contribuindo para a prosperidade do país.​

Sua cadeia produtiva movimenta R$ 74 bilhões e responde por 14% da indústria de transformação, de acordo com os dados de uma pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas para a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil). Associação essa que junta as 4 maiores fabricantes de cerveja do país, Ambev, Heineken, Brasil Kirin e Grupo Petrópolis, e que corresponde a 96% do mercado.

Para tal importância, os fabricantes investem vigorosamente em inovações e na ampliação da sua esfera produtiva. O que reflete na geração de mais empregos e renda.

O comércio cervejeiro envolve além dos grandes fabricantes de cerveja, diversas áreas como a pesquisa, o agronegócio, o mercado de embalagens, logística, maquinário, construção civil, entre outros. Todos influenciam e participam dos resultados relacionados ao mercado da cerveja, o seu crescimento é benefício para muitos.

Com mais de 2,2 milhões de pessoas empregadas ao longo de toda a cadeia produtiva, o mercado cervejeiro é um dos maiores empregadores do Brasil.

 

Investimentos

Os pontos de venda da bebida são partes cruciais desse mercado e merecem atenção especial. Aliás, não é só a cerveja que deve ter um aspecto estimulante.​

Para tal, a Ambev, maior produtora da bebida no país, por exemplo, criou uma rede de franquias chamada “Nosso Bar”. Por ela o proprietário do estabelecimento tem direito a diversas ferramentas de gestão, acompanhamento de operações, suporte de consultoria, planejamento de campanhas e promoções, e treinamentos de equipe.​

Além disso, o estabelecimento recebe uma reforma no visual, com direito à freezer, decoração, mesas, luminárias, entre outros. Por meio de um contrato de exclusividade de quatro anos, a franquia é uma possibilidade de melhorar o serviço e expandir seu negócio de forma mais atrativa e rentável.

 

A Relação: Mulher e Cerveja

A preferência pela bebida entre as mulheres vem crescendo significativamente. Em um estudo feito pela Latin Panel em 2009, 41% das mulheres apontam a cerveja como primeira opção entre bebidas alcoólicas e não-alcoólicas.​

Dentre essas consumidoras, 53% estão entre 30 e 49 anos de idade e preferem consumir em garrafas de vidro. Já sobre as cervejas especiais, a pesquisa aponta que as mulheres gastam também 6% a mais do que os homens.​

Ainda assim, o volume de consumo por elas não chega perto do masculino, podendo ainda ser muito explorado.​

O crescimento do consumo de cerveja pelo público feminino caminha junto com a mudança na abordagem das campanha publicitárias das empresas do ramo.​

Percebe-se que a forma como a mulher vem sendo retratada nessas propagandas está fora de contexto.​

Algumas empresas, como a tradicional Bohemia, já vem mudando o estilo dos seus comerciais, representando a mulher não como a recompensa por comprar a cerveja, mas sim ao lado do homem como a consumidora que é.

 

Cerveja Artesanal: “Beba menos, beba melhor.”

Por tanto tempo em um mercado massificado, o consumidor, ou melhor dizendo, o apreciador de cerveja vem se interessando cada vez mais nas cervejas especiais.​

A sede de experimentar coisa nova é um incentivo para novos rótulos. Ainda mais em um país como o Brasil, com vasta extensão e diversas culturas, onde em cada canto pode-se explorar o que se encaixa melhor no gosto do consumidor local.​

Além do que, as especiais ainda não chegam a 1% do mercado de cerveja brasileiro, que em países como o Estados Unidos ocupam 17%, podendo então crescer consideravelmente.​

Entender os hábitos da região, conversar com negociantes locais, realmente fazer uma pesquisa de mercado, é uma interessante maneira de apostar em inovações com maior probabilidade de acerto.​

Amazon Beer, empresa cervejeira de Belém do Pará, é pioneira no quesito inovação. Procurando se encaixar nos costumes locais e ainda aproveitar as oportunidades oferecidas pela rica Amazônia, a marca oferece cervejas de açaí e cupuaçu, por exemplo. Tendo a Stout com aroma e sabor de café, toffee, chocolate, malte torrado e açaí, sido eleita a Melhor Cerveja do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas.

 

Falsa Explosão

Por um lado, há um grande incentivo na criação de novos rótulos e investimentos referentes às cervejas especiais. Entretanto, há também a chamada “falsa explosão” desse estilo de cerveja no país.​

Nos últimos anos vêm surgindo a cada dia diversos novos produtores de artesanais, o que é algo bom. Todavia estes enfrentam uma grande dificuldade de se manter no mercado, tendo que resistir ao tempo e à economia, além da concorrência com a enorme oferta.​

Muitas vezes o desejo em investir na criação da sua própria cerveja faz com que haja um mau planejamento dos custos. Sendo assim, diversos produtores não possuem economias para serem investidas no marketing do seu produto, o que dificulta muito a sobrevivência desses novos rótulos.​

Portanto, antes de qualquer investimento o produtor deve pesquisar e se informar sobre como entrar nesse mercado e principalmente como se manter nele.

 

Produção Cigana

Essa “falsa explosão” também se dá pela enorme quantidade de produtores ciganos existentes neste cenário, que tentam um destaque nesse mercado disputado.​

Para tornar realidade o sonho de produzir sua própria cerveja, e começar a comercializar suas receitas caseiras, os pequenos produtores acharam uma saída para a falta de capital inicial para ter sua própria fábrica.​

Então, essas produções ciganas são a forma na qual, quem não tem uma fábrica, aluga a estrutura de quem tem para produzir comercialmente os serviços que já fazia em casa.​

O termo “cigano” vem exatamente por se tratar de uma produção “emprestada”, ou seja, sem lugar fixo. E não se engane, não é tão simples conseguir um local terceirizado para a produção, ainda mais para quem está começando no ramo.​

O fato é, o Brasil é um mercado admirável para a cerveja. Apesar dos altos e baixos da economia, enfrentada pelo mundo inteiro, o país continua sendo uma ótima opção para este mercado a longo prazo.​

Para saber mais sobre a Cerveja, sua história e produção, fique ligado nos outros textos dessa série. Torne-se um Mestre Cervejeiro!

 

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Cerveja: A Maior Invenção do Homem

CERVEJA: A MAIOR INVENÇÃO DO HOMEM

Não, esse título não é uma mentira. A nossa querida cervejinha impulsionou o mundo e revolucionou a nossa história. Ela foi protagonista dos maiores marcos da nossa civilização, proporcionou diversos avanços científicos, tirou o homem do nomadismo e nada mais nada menos que salvou a raça humana. Pode até parecer exagerado a princípio, mas vamos aqui a alguns exemplos:​

      • Revolução agrícola

      • Conquista dos EUA

      • Avanços tecnológicos: Refrigeração, Pasteurização, Garrafas de vidro

      • Oktoberfest: História, Difusão, Períodos Sombrios, Tradições, Caneca, Espaço, Grupo das 6
      • Oktoberfest Blumenau: Chopp em metro

 

Como assim fraude e adulteração?

A revolução agrícola é um marco na história do homem, e, por incrível que pareça não era para fazer pão. Apesar de ter sido por muito tempo atribuído ao cultivo de pão, podemos dizer que a ela foi, na verdade, uma grande revolução cervejeira.​

Ela permitiu que o ser humano desse os seus primeiros passos para fora da caverna. Como isso? Diversas técnicas surgiram para aumentar a eficiência do cultivo da cevada e do transporte da mesma, impulsionando assim, o que hoje chamamos de revolução agrícola.

 

Conquista dos EUA

Nas longas viagens para o novo mundo, a cerveja assumia um papel fundamental, mantendo os primeiros colonizadores hidratados e seus sonhos vivos.​

Nessas grandes jornadas, as embarcações deveriam contar com grandes provisões de alimento, além, claro, de muita água. Infelizmente, grande parte desses alimentos estragavam em pouco tempo, e não poderia ser diferente com a água.​

Para minimizar em parte o problema, os tripulantes levavam uma série de alimentos em conserva e uma exorbitante quantidade de cerveja. O motivo para levar tanta cerveja, simples, ela tem conservantes naturais, dessa forma não estragavam com o passar do tempo, mantendo-se ideal para o consumo.​

Além disso, o medo foi um fator importante para estimular a produção de cerveja. Isso mesmo, o medo de beber a mesma água dos então habitantes do novo mundo, fez com que os desbravadores buscassem cada vez mais refúgio nas profundezas da cerveja.

 

Refrigeração

Se tem uma palavra que não pode acompanhar cerveja, essa palavra é quente. Por um bom tempo, mais precisamente até o final do século 19, a cerveja não era muito comercializada em períodos de verão, já que não conseguiam mantê-la gelada.​

Além disso, o alto valor de produção da mesma, já que a produção da cerveja demanda temperaturas amenas, fez com que Carl von Linde desenvolvesse o sistema de refrigeração, facilitando , dessa forma a fabricação e o transporte da cerveja. Não só isso, esse sistema possibilitou a conservação de alimentos, dando um grande passo na história.

 

Pasteurização

Por que a cerveja estraga tão rápido? Essa foi a pergunta que levou o cientista francês Louis Pasteur, a uma grande descoberta, que alavancou a medicina.​

Pelo estudo das células de levedura da bebida ele descobriu que a presença de microrganismos prejudicava o sabor da bebida. Para isso ele desenvolveu a pasteurização.​

Foi através do mesmo estudo que ele descobriu a existência das bactérias, levantando assim um grande debate sobre higiene e sobre doenças causadas por essas bactérias. Descobrindo a origem dessas doenças, ficou mais fácil arranjar meios de tratá-las.

 

Garrafas de vidro

A poderosa indústria de cervejas foi a grande protagonista da criação das máquinas de produção em larga escala, nesse caso a de garrafas de vidro.​

Essas máquinas de produção em escala foram as principais responsáveis pelo crescimento econômico e ajudaram a construir a sociedade que temos hoje.​

Alguns apontam que ela conseguiu inclusive, diminuiu o trabalho infantil que era largamente empregado nas indústrias de vidro até então.​

Bom, para entendermos um pouco mais dos impactos da cerveja no mundo, não podemos deixar de falar do Oktoberfest.​

Como muitos já sabem o Oktoberfest é o maior festival de cerveja do mundo, realizado em Munique, até então nada fora do normal, mas e se falássemos que a cerveja era proibida nos primórdios do festival e que o festival apesar de ser nomeado como Oktoberfest começa em setembro. Aqui vai um pouco desse grande festival.

 

História

Bom, a história do festival é bem longa, tudo começou em outubro de 1810 como uma festa de casamento do então príncipe Ludwig von Bayern com a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen. A tão aguardada festa, que contava com todos os moradores de Munique como convidados, ocorreu num parque afastado do centro da cidade e que foi nomeado em homenagem a noiva como Theresienwiese.​

Apesar do casamento e de todas as comidas e bebidas típicas da Baviera oferecidas na festa, o ponto alto foi mesmo a corrida de cavalos! Sim, o festival mundialmente conhecido pelas cervejas tinha corrida de cavalos como sua atração principal. A cerveja só conseguiu ser incorporada ao festival em 1918!

Com todo o sucesso alcançado pela festa, outra foi marcada para o ano seguinte em outubro, dando assim, início a tradição.

 

Difusão

Mas como que uma festa num parque afastada conseguiu ganhar a proporções que tem hoje? A popularização do evento ocorreu com a chegada dos primeiros trens em Munique, e, novamente, o sucesso do festival se dava por competições tradicionais da época e campeonatos, como o de boliche.​

Além disso, a fotografia foi um grande meio de alavancar a celebração. Os artistas locais consideravam o evento uma excelente oportunidade para mostrar o seu trabalho, e dessa forma, popularizaram a festa registrando suas imagens.

 

Períodos sombrios

Já falamos aqui que a história do festival é bem longa, mais de 200 anos de muita comemoração. Entretanto o Oktoberfest deixou de ser realizado em algumas ocasiões.​

Basicamente, esses períodos sombrios ocorreram quando a Alemanha estava envolvida em guerras e quando a mesma foi afetada por surtos de cólera. Mas, para a felicidade do povo, o Oktoberfest acontece desde 1945 sem grandes problemas.​

Botando de lado, agora, o aspecto histórico, vamos falar um pouco mais de algumas curiosidades da festa nos dias atuais.

 

Tradições

Todos sabem que o Oktoberfest é cercado de tradições, dentre elas temos o renomado desfile de roupas e músicas típicas. Uma das maiores atrações, logo no primeiro domingo do festival, que encanta e arrasta o público para a parada, ao som de muita música e danças culturais.

 

História

Se tem uma coisa que vem na cabeça quando pensamos em Alemanha e, especificamente, no Oktoberfest é aquela famosa canequinha. Todas as cervejas servidas no evento vem no tradicional Masskrug, que comporta nada menos que 1 litro de muita cerveja.​

Não podemos esquecer, também, da clássica pergunta quem vem na cabeça quando pensamos nisso: “como que aquelas pessoas conseguem carregar tanta bebida?” Bom, isso permanece um segredo para a grande maioria até hoje, mas a grande questão é que um garçom já foi capaz de levar incríveis 27 Masskrüge. Como? Permanece um mistério.

 

Espaço

Para os cervejeiros de plantão a dica é chegar cedo! Somente as pessoas sentadas podem beber: nada de ficar passeando pelo festival com a canequinha na mão.

 

Grupo das 6

Augustiner, HB, Spaten, Lowenbrau, Paulaner e Hacker-Pschorr, apenas essas seis cervejas participam do Oktoberfest. Para entrar para a festa as cervejas tem que seguir um estatuto! Não é para qualquer um não, elas devem honrar a tradição, ou seja, devem seguir as leis de pureza de Munique (1487) e alemã (1906).​

Mas a história dessa tradição não acaba aí não. No passado, o príncipe Leopoldo da Baviera, detentor da cervejaria Kaltenberg, tentou colocar a sua cerveja no festival, levantando grandes debates sobre a tradição. Entretanto, como podemos ver ela resiste até hoje, sendo a Augustiner a mais antiga e a Paulaner a mais nova desse seleto grupo.​

Já falamos muito do festival em Munique, agora vamos para os seus desdobramentos no Brasil.

 

Blumenau

Tudo começou no antigo Pavilhão A da Proeb, em 1984, com o anseio da comunidade alemã de preservar as suas tradições. Em apenas dez dias de festa o primeiro evento conseguiu levar mais da metade da população da cidade, já mostrando que o mesmo viria a se tornar um grande festival.

 

Chopp em metro

Não podemos falar de tradição, Oktoberfest sem falar de cerveja, né. Para não perder o costume, o festival conta com uma tradicional disputa de chopp em metro!​

Durante os dias, os participantes devem beber um metro de chopp, no menor tempo possível, e, claro, não podem tirar a tulipa da boca, nem babar. Para os motoristas da rodada, a competição ainda conta com chopp sem álcool! Todas as noites são divulgadas os vencedores, e, ao final da competição, o campeão geral.​

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Pesquisa de Mercado: O Guia Completo Para Direcionar Vendas

PESQUISA DE MERCADO: O GUIA COMPLETO PARA DIRECIONAR VENDAS

Saiba tudo sobre pesquisa de mercado, a ferramenta que pode definir o rumo dos seus negócios e determinar o público-alvo da sua empresa.

Você está prestes a começar um negócio e não sabe como e a quem direcionar os seus produtos e serviços? O desempenho das vendas da sua empresa não está agradável e você deseja mudar esse quadro? A pesquisa de mercado é a solução que você precisa!​

Com uma análise mercadológica embasada e eficiente, você pode facilmente determinar os pontos de melhora do seu empreendimento e definir o perfil de cliente que você deve atingir para ter sucesso. A partir de agora, iremos tratar de alguns pontos fundamentais que circundam a pesquisa de mercado (também dita PDM), tais quais:​

      • A definição de pesquisa mercadológica
      • Para quê serve, afinal?
      • Os benefícios para a sua empresa
      • As vantagens que vão atrair o seu cliente
      • Uma metodologia que une demografia e matemática
      • Os principais tipos e modelos
      • O momento mais propício para utilizar a ferramenta

A Definição de Pesquisa Mercadológica

A pesquisa mercadológica é, basicamente, o ato de analisar tanto dados e informações mercadológicas externas à empresa em questão, quanto os dados internos. Essas duas análises podem ou não ser feitas simultaneamente, e é importante definir previamente os objetivos da PDM para direcionar o estudo da forma adequada.​

Algumas entidades públicas e privadas são capazes de fornecer os dados gerais do mercado, tais como Sebrae, IBGE, centros de pesquisa e meios jornalísticos em geral. Quando esses indicadores não são suficientes para compreender os empecilhos no crescimento da sua empresa, é hora de ampliar sua análise de mercado e partir para a obtenção dos indicadores internos.​

Esses indicadores são, basicamente, dados do perfil dos consumidores, tais como faixa etária, sexo e escolaridade e quaisquer outros indicadores específicos ao seu tipo de negócio. Eles podem ser obtidos através de ferramentas on-line de análise dos visitantes do seu site ou blog, por exemplo, através de pesquisas de opinião e diversos outros modelos.

 

Para quê serve, afinal? ​

A intenção do estudo de mercado é definir um público-alvo para a sua empresa e permitir a elaboração de planos de ação para mudar seu desempenho, condizente com as necessidades da mesma. Para isso, é importante que o empreendedor tenha consciência de que mudanças haverão de ser feitas e, portanto, deve estar disposto a confiar nos resultados e tomar as decisões adequadas.​

O recurso é fundamental para negócios que estão começando, para aqueles que desejam expandir-se e também para os que estão em momento de crise. Com seu uso, é fácil definir a estratégia da concorrência e driblá-la, assim como organizar listas de fornecedores, empresas parceiras e afins.​

Dessa forma, além de uma visão objetiva dos dados do mercado e dos indicadores da sua empresa, a ferramenta dá a oportunidade de analisar comparativamente os diversos aspectos do seu negócio e, a partir de critérios, classificá-los. A partir de informações qualitativas e quantitativas, pode-se obter benefícios e diferenciais para o seu empreendimento, que serão comentados no próximo tópico.

 

Os benefícios para sua empresa ​

Os benefícios da pesquisa de mercado são múltiplos e impactam em diversos setores da sua empresa. A diminuição de custos e aumento do número de clientes é notória, e ocorre pois há a redução de gastos com marketing e produtos direcionados a um público desinteressado.​

Além disso, há o aproveitamento de oportunidades de maior custo-benefício que o mercado oferece, por exemplo, na compra da matéria-prima para os seus produtos e serviços. Isso pode ser feito facilmente com um amplo estudo e recolhimento de referências de fabricantes, elaborando-se uma lista de fornecedores.​

Juntamente a esse fator, há um direcionamento ao mercado-alvo correto e a atração de mais compradores, onde haverá maior probabilidade do cliente concluir a compra. A partir do momento em que o possível comprador chega a seu empreendimento com os objetivos corretos de compra e com o perfil ideal para a sua empresa, fica mais fácil realizar uma venda.

 

As vantagens que vão atrair o seu cliente

Imagine-se no lugar do seu cliente: você vai ao estabelecimento ou loja online em busca de um serviço ou produto, e não encontra o que você quer. É frustrante, não? A partir da análise mercadológica e com a chegada do cliente que se encaixa no perfil da sua empresa, o número de clientes satisfeitos com a compra será muito maior.​

A satisfação do cliente não é boa só para a lucratividade da sua empresa: também é um ótimo aliado na divulgação e propaganda. Um cliente satisfeito é um cliente que irá atrair mais e mais compradores com o perfil parecido, que é justamente o que a sua empresa precisa. Além disso, um cliente fidelizado é muito mais barato que um novo – segundo Philip Kotler, PhD em economia e renomado em marketing mundialmente, conquistar um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais do que manter um já existente.

 

Uma metodologia que une demografia e matemática

A metodologia da PDM não é unificada e apresenta variações conforme a empresa que oferece esse tipo de serviço. Apesar disso, há dois pilares nos quais a pesquisa de mercado sempre irá se basear, que são dados demográficos e instrumentos matemáticos. Unindo-os, permite-se uma análise estatística da situação do seu negócio.

Usualmente, utiliza-se questionários com perguntas-chave que irão determinar os dados cruciais para documentação da pesquisa. A parte matemática acontece antes da apresentação desses questionários à população, uma vez que é imprescindível atingir o número ideal de questionários realizados. Sendo assim, através de fórmulas bem elaboradas, fica fácil definir esse número esperado.​

A partir daí, é importante formular todas as perguntas do questionário, que podemos dividir em perguntas geraissobre o consumo e específicas do negócio. As perguntas gerais são perguntas que costumam abranger todo tipo de empreendimento e são necessárias a qualquer pesquisa, incluindo informações para contato. Geralmente envolvem aspectos como: nome, telefone, email, renda, moradia e ocupação.​

Já as perguntas de consumo servem para definir se o entrevistado é de fato um possível cliente e qual tipo ele representa, podendo ser: frequência de uso do serviço ou produto, suas preferências, o que ele espera como vantagens, etc. As perguntas específicas, por sua vez, são perguntas adicionais direcionadas ao segmento em que sua empresa se insere. Numa apuração que envolva um serviço que exige um determinado perfil social, por exemplo, poderiam ser feitas perguntas como “extrovertido ou introvertido”, “independente ou dependente”, posicionamento político, enfim, informações que traçam a personalidade.​

Com os questionários já realizados, novamente recorre-se à matemática para documentar e organizar as informações obtidas, para que enfim números possam ser apresentados como resultado. Os dados podem ser distribuídos em gráficos, tabelas ou apresentações dinâmicas, e devem ter fácil visualização para que possam ser claramente interpretados por qualquer pessoa.

 

Os principais tipos e modelos de pesquisa de mercado ​

Abordaremos neste texto três tipos principais de testes de mercado: cliente ocultopesquisa com clientes e pesquisa com leads. Elas podem ser feitas separadamente ou em conjunto, para potencializar resultados, e costumam representar variações da metodologia original.​

No modelo de cliente-oculto a equipe que realiza a pesquisa de mercado deve se passar por cliente, ir até o estabelecimento e avaliar, através de um formulário que a própria equipe deve responder, diversos aspectos acerca do estabelecimento em questão, do atendimento, do perfil dos funcionários e do estado e qualidade dos produtos ou serviços. Esse modelo é ideal para avaliar o funcionamento das diferentes unidades de uma empresa.​

Já no modelo de pesquisa com clientes, formulam-se questionários para pessoas que já compraram alguma vez um serviço ou produto da empresa ou que são clientes assíduos, e geralmente são feitos através de site ou email, podendo oferecer recompensas aos que responderem. É bem interessante para empresas que querem melhorar seu desempenho e que já possuem uma gama notável de clientes.​

O modelo de pesquisa com leads, por sua vez, é interessante para quem ainda não começou um negócio ou para quem está com problemas nas vendas, e ainda para quem deseja expandir, modificar ou renovar seu negócio. É uma apuração com a população comum, com foco em quem consome produtos e serviços do segmento da sua empresa. É importante esclarecer, ainda, que “lead” nada mais é do que um possível futuro consumidor.

 

O momento mais propício para utilizar a ferramenta

De nada adianta definir os seus objetivos com o estudo mercadológico se não se tem ideia de quando colocar essa ferramenta em prática. O momento ideal para realizar uma PDM depende totalmente do foco da sua empresa e do desempenho atual da mesma, e este deve estar acompanhado de todo um planejamento estratégico.​

Para quem irá começar um negócio, o momento mais propício é na hora da criação do seu produto ou serviço. Antes de pensar no seu produto, utilizar esse recurso é ideal para verificar se o tipo de produto que pretende oferecer é compatível com as necessidades e desejos das pessoas. Por exemplo, de nada adianta criar um modelo novo de carro se o desejo da população é por bicicletas!​

Ainda para quem está prestes a iniciar seu empreendimento, quando o produto estiver definido e criado é interessante realizar a atividade novamente para confirmar se o seu produto é de fato bom, inovador e chama a atenção das pessoas. Para isso, direcionar as perguntas para as características específicas do produto é algo inteligente a se fazer.​

Para quem já possui seu negócio e deseja expandi-lo, a hora é agora! Examinar o mercado vai te ajudar a expandir com consciência e inteligência, sem surpresas e frustrações. A chance de dar certo é muito maior. À empresa que está passando por dificuldades como poucas vendas realizadas e queda nos lucros, é importante também realizar a PDM, sempre o mais rápido possível para que os problemas não afetem tanto a empresa.

 

Ok! Já sei tudo sobre Pesquisa de Mercado, e agora?

Agora é hora de partir para a ação! Existem diversas empresas que oferecem esse tipo de serviço no mercado, e buscar pela melhor relação custo-benefício é importante, então pesquise! Antes de procurar o serviço, esteja com todos os pontos citados nesse texto bem definidos para que o processo seja agilizado e o serviço seja executado da forma correta. Para saber mais sobre as tendências do mercado e melhorar suas vendas e seu relacionamento com os clientes, dê uma olhada nesses textos do nosso blog:​

 

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Conheça os Benefícios do Marketing Verde

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DO MARKETING VERDE

Você se preocupa com o meio ambiente? Tem noção do quanto o relacionamento da sua empresa com a sustentabilidade pode influenciar nas suas vendas?

 

Um dos maiores eventos internacionais, as Olimpíadas, deixaram em seu legado uma bela prática sustentável. Na cerimônia de abertura foram carregadas mais de 15 mil sementes pelos atletas, que após plantadas formarão a Floresta dos Atletas.

​Esta atitude nos faz refletir sobre a importância de ser ecologicamente consciente.

​Há uma crescente preocupação ambiental motivada pelo aquecimento global, pela escassez de recursos naturais e pela excessiva quantidade de lixo. Esta põe a postura ecologicamente correta como critério de desempate quando o cliente tem que escolher entre um produto ou serviço de empresas concorrentes.

Sendo o marketing de uma empresa o responsável por impulsionar seu mercado e suas vendas, é também o encarregado de transmitir uma boa imagem da mesma para seus clientes.​

Unindo esses dois pontos importantes, acreditamos ser essencial a ideia do marketing verde para o seu negócio.

 

O que é o Marketing Verde?

De acordo com o professor da Alfred Deakin e Presidente em Marketing da Universidade Deakin, Michael Jay Polonsky, “Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio ambiente.“​

A estratégia do marketing verde é, então, vincular os produtos ou serviços, e até mesmo a marca de sua empresa a uma visão ecológica e socialmente consciente.​

Logo, é feita uma análise de todo o ciclo de vida dos produtos de sua empresa, com o objetivo de avaliar e corrigir cada ponto negativo. Assim, desde a forma como são extraídas as matérias-primas da natureza, passando pela produção, por como são embalados, transportados, consumidos pelos clientes e posteriormente descartados por eles, as etapas são controladas para que em cada uma tenha-se o menor impacto ambiental negativo possível.

 

Como posso aplicá-lo no dia a dia da minha empresa? ​ ​

Antes de qualquer publicidade verde, a empresa por completo deve tomar ciência de todo o seu processo produtivo, para encontrar em seu interior os pontos que necessitam de ajustes.

​O tratamento de efluentes, a preservação da natureza, a não realização de testes em animais e a mão de obra remunerada são alguns dos tópicos valorizados pelos compradores, cujas empresas devem fazer questão de serem reconhecidas por executarem.

​Adotando, então, uma gestão sustentável e comprometida a ser “amiga do meio ambiente”. Promovendo a conscientização dos trabalhadores e estipulando metas para adequar todos o setores internos e externos da empresa às exigências legais e aos 3 R’s da sustentabilidade: reciclar, reutilizar e reduzir.

Estabelecendo esta última como valor da empresa, agregando à sua marca o real e verdadeiro significado de lutar por uma boa causa. Conscientizando seus clientes das vantagens de se adquirir determinados produtos e serviços, dando-lhes certeza de que juntos cooperam para um planeta de melhor qualidade.​

Há, por exemplo, algumas condições para que o seu produto seja considerado um Eco Produto, encaixando-se no perfil do marketing ecológico. Assim, eco produto, segundo a rede ambiental Made in Forest, é todo bem de consumo que comprovadamente utilize ao menos um dos seguintes critérios:​

      • Componentes sustentáveis (reciclado/reciclável) – mínimo de 20%;
      • Matérias primas sustentáveis: recicladas, reutilizadas, orgânicas, extrativistas cultiváveis, não danosos ao meio ambiente;
      • Embalagens em mínima quantidade e materiais recicláveis e ambientalmente responsáveis;
      • Métodos de produção e transporte utilizando fontes de energia limpa, mínimo consumo de água, tratamento de efluentes com destinação ambientalmente responsável, logística reversa pós consumo;
      • Logística reversa ao final do pós consumo.

​Finalmente, a sua empresa precisa saber transmitir ao público da melhor maneira possível, com as ferramentas, mídias e argumentos certos, este seu diferencial. Focando em apresentar-lhes mais que um produto, e sim aquilo que a empresa acredita e luta por.

Quais vantagens eu tenho com a utilização? ​

O objetivo do marketing verde é fazer com que essa atitude sustentável seja um diferencial da sua empresa no mercado, aumentando a sua credibilidade.

​Nesse sentido, o consumidor questionador e ambientalmente preocupado, ao se deparar com produtos concorrentes de qualidade e quantia equivalentes, escolherá aquele cujo valor se encaixa com as suas crenças. Para alguns clientes ainda, comprar produtos um pouco mais caros dentre as opções mas que sejam ecológicos, vale a pena.

​Além de denegrir a imagem da sua empresa perante os clientes, a produção não-ecológica acarreta outros incômodos. Como exemplo temos a imensa quantidade de lixo proveniente desses processos produtivos, que em sua maioria vem do mal aproveitamento das matérias-primas.​

De modo igual, há outros custos passíveis de economia tais como a água e a energia, no quais vemos a real necessidade de se adotar uma logística sustentável. Tal logística pode optar, por exemplo por uma gestão de resíduos.

​Esse serviço de gestão de resíduos é feito com o objetivo de encontrar maneiras de reduzir em cada etapa da cadeia produtiva a geração de resíduos, que muitas vezes são ocasionadas pelo mau uso das matérias-primas.​

Sendo assim, através da reutilização e reciclagem, podem diminuir em quantidade e até em custo. Analisando etapa por etapa do processo produtivo, encontra-se ainda formas de economia de água e energia, benéficas para o seu negócio.

 

Garantia do Produto Verde

Estando de acordo com o processo ecológico, a sua empresa pode obter o Selo Verde, comprovando periodicamente por meio de laudos técnicos que seus ciclos de vida são amigáveis para o planeta e a vida que nele habita.​

Esta ecoetiqueta agregada à marca ou aos produtos e serviços oferecidos pela empresa, indicam ao consumidor que a mesma não degrada o ambiente e que possui qualidade ecológica e socioambiental. E é por si próprio uma ótima forma de marketing verde, divulgando para todos o fato de sua empresa ser sustentável.

 

Utilizando da maneira correta

O crescimento da preocupação por parte da população com o ambiente no qual habitamos gera, além de uma maior conscientização da mesma, uma grande desconfiança sobre produtos e serviços que se vendem como verdes.​

Os consumidores ecologicamente conscientes exigem provas de que a origem do seu produto é correta. Logo, é preciso que a produção seja transparente, para que os mesmos tenham certeza de que podem confiar no seu produto.​

Caso contrário, as falhas cometidas pela empresa neste procedimento ecológico provocam, além das punições pelo impacto negativo gerado ambientalmente aplicadas pelos órgãos governamentais, a perda da confiança em seus produtos por parte dos clientes.​

Lembramos que o marketing ambiental não consiste em simplesmente “pintar” seus produtos de verde ou utilizar de frases de efeitos nas publicidades, para que este aparentemente seja ecológico. A ideia é bem mais profunda, o produto que você vende precisa ser genuíno.

O marketing bem feito vende para o seu cliente uma boa causa pela qual vale a pena lutar, de forma que ele se identifique. Esta deve estar presente em todos os setores da sua empresa, desde seus fornecedores e funcionários, passando por toda a sua linha de produção, até chegar ao produto final.

 

É possível ser sustentável e ser grande?

Uma das grandes marcas brasileiras no ramo de cosméticos, a Natura, é um grande exemplo do emprego do marketing verde. Esta empresa adotou hábitos sustentáveis, tais como:​

      • Embalagens de menor impacto ambiental (usando materiais reciclados e incentivando a reutilização por meio de refis);
      • Produtos com ingredientes vegetais (renováveis);
      • Programa Carbono Neutro (reduzindo e compensando a emissão de gases de efeito estufa em todas as etapas de sua cadeia produtiva);
      • Produtos não testados em animais.

​O Diretor de Marca e Comunicação da Natura até 2008, Eduardo Costa, atribui o sucesso da empresa à eficaz divulgação dos seus valores de responsabilidade social e ambiental. “Usamos a propaganda para divulgar as nossas crenças. Isso constrói a marca e dissemina o que entendemos ser a essência da empresa”, explica o executivo.​

Outra grande empresa que se enquadra em uma boa exemplificação do uso do marketing ecológico é a Synteko. Esta busca ser ambientalmente responsável por todas as suas atividades. Possui uma alta motivação de seus funcionários para que os mesmos desenvolvam uma cultura de responsabilidade ambiental dentro da empresa, e mais, que a levem para seus familiares e pessoas de seu convívio.​

Atitudes como estas empregadas na Synteko são fundamentais para a criação de uma imagem de responsabilidade ecológica. Afinal, após manchar a imagem de uma empresa pelas práticas agressivas ao meio ambiente por ela realizadas, tende-se a ser bem mais trabalhoso e demorado reverter esta situação.

E então, o que está esperando para tornar a sua empresa um símbolo de qualidade e sustentabilidade?

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