Nunca foi tão Importante Chegar ao Fundo do Poço como é Hoje!

Qual a importância da água em sua rotina? Uma pergunta bem simples de ser respondida, mas que dificilmente é dita e debatida por nós, já que a água é intrínseca em nosso cotidiano e a encaramos como um recurso banal, entendendo erroneamente que podemos usufruir dela quando quisermos. Por partes tal afirmativa é correta, visto que a maioria dos brasileiros residentes em grandes cidades de nosso país têm acesso à água, porém pesquisas indicam que cerca de 40 milhões não dispõem de água tratada em nosso território.


Para um país que detém aproximadamente 12% de toda a água doce disponível do planeta, são preocupantes tais indicadores de exclusão. Esses dados referentes à indisponibilidade de água potável para parte da população brasileira, atingindo cerca de 20% de todos cidadãos, mostram-se controversos diante da abundância de água disponível aqui no Brasil.


Visto essa situação delicada de nosso país quanto à distribuição de água potável, somada a crises hídricas, percebe-se a importância por buscas de alternativas para o acesso à água. Podemos citar como exemplo a crise hídrica mais famosa dessa última década, vivenciada pela cidade de São Paulo entre os anos de 2014 e 2016.

Como superar essas dificuldades?​


É a partir dessa necessidade que são criados os chamados poços, responsáveis pelo armazenamento ou captação de água para o abastecimento de residências, irrigação de lavouras, entre outras inúmeras finalidades. Usufruir de nosso tesouro subterrâneo, que segundo estudos, apresenta quantidade de água para abastecer toda a população mundial por 250 anos em apenas um aquífero, pode aparentar ser vantajoso e uma alternativa interessantíssima.

De fato essa opção se mostra muito atrativa e estável, mas é preciso tomar cuidado, nem tudo é o que parece ser. É muito importante frisar que os poços estão propensos a contaminações por diversas situações que podem vir a enfrentar.


Pode-se destacar alguns tipos diferentes de poços:


  • Poço artesiano - é aquele que provém da perfuração de aquíferos artesianos, no qual a água possui pressão suficiente para fluir até a superfície. Nesse caso, tal engenharia dispensa o uso de bombas para transporte da água do subterrâneo em direção à superfície.

  • Poço semi-artesiano - detém de características semelhantes ao poço artesiano, porém apresenta uma profundidade menor e demanda auxílio de uma bomba para trazer a água para a superfície, visto que não existe uma pressão ideal no poço para fluir esse bem naturalmente até o topo.

  • Cisternas - feita de maneira manual, sem auxílio de brocas para perfuração, não dispõe de água naturalmente na maioria das vezes, funciona como um reservatório e é abastecido por fontes externas. Não costuma ter mais que 20 metros de profundidade.


Cuidados que devem ser tomados para a criação de um poço​

Para a criação de poços é necessário a autorização de órgãos responsáveis, com exceção dos poços tipo cisterna. Tais órgãos trabalham em conjunto verificando as exigências que o local a ser perfurado deve seguir, sendo uma delas identificar em seu banco de dados se existem áreas contaminadas em um raio de 500 metros.

Feito isso, é comum a obrigatoriedade por parte do proprietário do poço de fazer a análise da água de tempos em tempos para garantir a qualidade desejada de sua água, como também ter em mãos a outorga que valida o uso do poço.


Em situações em que as áreas no entorno da possível perfuração não foram mapeadas, é de responsabilidade do interessado na construção promover os estudos quanto ao solo e à água do lençol. Caso o solo ou a água subterrânea apresentem indicadores de contaminantes acima dos tolerados, tal local será impróprio e proibido por lei para continuar com a perfuração.


O maior problema nesse tipo de situação é que, na maioria das vezes, os poços são feitos de forma clandestina, não atendendo às restrições dos indicadores. É perceptível que não existe preocupação e ignora-se o estudo prévio ao que diz respeito à área a ser perfurada e, caso exista o estudo, ignora-se as informações colhidas. Torna-se difícil, então, identificar se determinada área é contra indicada, o que faz muitas pessoas usufruirem do poço e adquirirem algum tipo de doença.


Pode-se inferir que qualquer tipo de irresponsabilidade cometida por alguém que deseja criar um poço artesiano, descumprindo normas e leis, acabam por prejudicar outras pessoas que já usufruem de um determinado lençol freático.

A explicação para essa passagem é simples: qualquer perfuração em local indevido (provavelmente com o solo contaminado) faz com que a água de todo o reservatório natural entre em contato com o contaminante, afetando o reservatório como um todo e prejudicando milhares de pessoas.


Projetos feitos sem planejamento concreto ocasionam muitas problemáticas para as águas dos lençóis. Para a escavação de um poço é preciso ter alguns cuidados, como: estar a uma distância de no mínimo 30 metros de qualquer fossa, ter no mínimo 10 metros de profundidade e estar a uma distância de 2000 metros do mar para evitar possíveis contaminações pelo sal do mar.


Em locais que são beneficiados pelo abastecimento público de água, por meio de água encanada, o uso de poços artesianos é proibido.

Verificando a qualidade da água retirada do poço​


Mesmo que a água retirada desses poços não apresente algum tipo de mudança quanto ao odor e aparência, estando inodora e cristalina, é importante apontar que ela também pode estar contaminada.

As águas contaminadas por procedimentos indevidos podem conter nitrato, nitrito e coliformes que acabam por prejudicar a saúde de quem as ingere. Os microorganismos (bactérias) presentes podem causar sérias doenças seguidas de diarréia, náuseas e vômito. Caso esses sintomas persistam , é provável que o infectado comece a apresentar sinais de desidratação. Pode, até mesmo, em situações mais delicadas, causar hepatite A em pessoas que consomem esse tipo de água.


Já os íons são responsáveis pela intensificação da propensão do indivíduo de adquirir câncer, visto que o nitrito pode reagir com os compostos de amina presentes no organismo, formando nitrosaminas, substâncias altamente cancerígenas. Esses íons também apresentam um alto teor de gordura e de sal, que são responsáveis por ocasionar doenças relacionadas com a hipertensão.


Para evitar enfermidades e para ter ciência de que a água de seu poço está nas devidas condições para utilização e consumo, é aconselhável fazer uma análise de potabilidade de água periodicamente. A partir dessa análise será possível verificar se a concentração de íons em sua água corresponde ao indicado para o consumo.

Também será possível verificar se a água possui coliformes totais e coliformes termotolerantes por meio do estudo dos parâmetros microbiológicos. Por fim, será viável analisar a turbidez e o pH da água em questão.

Como os solos podem ser contaminados?​



Muito foi falado sobre solos contaminados, mas você sabe o que pode exatamente contaminar um solo?


Por anos, tal assunto foi ignorado pelo homem e era pouca a importância dada para a preservação do solo. Devido a esse motivo, diversos solos são considerados contaminados por tomadas de atitudes precipitadas em tempos remotos.


Terrenos próximos aos lixões são fortes candidatos a terem o solo não recomendado, podendo intensificar os danos por deposição de lixo eletrônico junto aos demais. Locais próximos às indústrias são contra indicados também, essas que são responsáveis por descartes de produtos químicos e lixo industrial.

O chorume proveniente dos lixões (carregados de metais pesados, nitrato, nitrito, microorganismos e outros poluentes) infiltra no solo, chegando aos lençóis freáticos e causando grandes danos.


Lixos radioativos, ainda que apresentem uma parcela pequena de poluição do solo por seguirem um rigor de descarte (visto sua peculiaridade), são responsáveis pela poluição de solo mais prejudicial, visto que liberam radioatividade por gerações.


Em áreas rurais, os fertilizantes e agrotóxicos ganham o título de maiores vilões dos terrenos. As gigantescas lavouras são famosas pelo uso abusivo de químicos em suas plantações, posteriormente levadas até nossas mesas para o consumo. Essas substâncias utilizadas na produção de verduras e frutos são responsáveis pela contaminação do solo em âmbito rural.


Outro pecado cometido pela indústria agropecuária é o uso desenfreado dos aquíferos, acarretando um desperdício inimaginável desses reservatórios. O grande volume desse líquido é utilizado tanto na irrigação, quanto na pecuária, além de participar dos processos industriais. Estamos, então, nos referindo à "água virtual".

Outro meio de prevenir doenças e contaminação dos poços é por meio da análise do solo em questão.​





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